Há menos casas para arrendar em Portugal e há cidades que se destacam

A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.

© D.R.

De acordo com a informação divulgada pela plataforma de compra e venda de casas, a redução da oferta verificou-se em seis das 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, com Coimbra (-58%) e Porto (-52%) a registarem as maiores quebras, seguidas de Lisboa (-27%), Leiria (-9%), Portalegre (-8%) e Braga (-5%).

Em sentido contrário, a oferta aumentou em 12 capitais de distrito, destacando-se o Funchal (58%), Viana do Castelo (57%), Vila Real (50%) e Ponta Delgada (44%).

Também se verificaram aumentos em Bragança (35%), Viseu (37%), Faro (33%), Évora (31%), Santarém (30%), Castelo Branco (20%), Guarda (11%) e Setúbal (6%), enquanto Aveiro e Beja permaneceram estáveis.

Citado no comunicado, o porta-voz da empresa, Ruben Marques, salientou que os crescimentos superiores a 50% registados em algumas cidades correspondem, em muitos casos, apenas a “algumas dezenas de imóveis adicionais”, devido à reduzida dimensão desses mercados.

“O problema real do arrendamento em Portugal concentra-se nos grandes centros urbanos, onde a oferta continua a cair e a pressão sobre as famílias é mais intensa”, afirmou o representante do portal de imobiliário.

Ainda assim, a oferta de habitação para arrendamento aumentou em 14 dos 20 territórios analisados, liderados por Beja (65%), ilha da Madeira (50%) e Bragança (44%).

Seguiram-se Portalegre (41%), ilha de São Miguel (40%), Viana do Castelo (38%), Évora (28%), Guarda (27%), Vila Real (22%), Viseu (22%), Faro (14%), Castelo Branco (9%), Braga (7%) e Santarém (3%).

Em contrapartida, Coimbra (-49%) e Porto (-42%) registaram as maiores reduções do ‘stock’ de arrendamento ao nível distrital, seguindo-se Lisboa (-20%), Setúbal (-10%), Leiria (-5%) e Aveiro (-4%).

Face ao primeiro trimestre de 2026, o ‘stock’ manteve-se praticamente estável (-0,3%).

Os dados foram recolhidos e analisados pelo idealista/data, baseando-se na base de dados própria e nos dados públicos e privados disponíveis.

Últimas de Economia

A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 12 cêntimos e o da gasolina subir cinco cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC - Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis cedida à Lusa.
Ministro da Administração Interna só declarou à Entidade para a Transparência a empresa da esposa depois de assumir funções no Executivo. A sociedade, criada em 2023, foi utilizada para suportar o pagamento das obras na propriedade de Odemira.
A produção industrial recuou em maio 1,2% na zona euro e 0,3% na União Europeia (UE), face ao mês homólogo, divulga hoje o gabinete europeu de estatísticas, Eurostat.
O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.