4 Março, 2024

Pelo menos 113 mortos e 250 feridos em Gaza nas últimas 24 horas

Pelo menos 113 palestinianos foram mortos e 250 ficaram feridos nas últimas 24 horas em Gaza, na sequência da ofensiva militar israelita, anunciou hoje o Ministério da Saúde do território controlado pelo movimento extremista Hamas.

© Facebook Israel Reports

 

“A ocupação cometeu doze massacres contra famílias em Gaza”, declarou o ministério em comunicado.

Estas novas vítimas elevam para 22.835 o número de mortos e para 58.416 o número de feridos desde o início da guerra, em 07 de outubro, segundo os dados do ministério.

Por seu lado, a agência noticiosa oficial palestiniana Wafa informou que aviões de guerra israelitas bombardearam no sábado à noite uma casa no norte da Faixa de Gaza, matando 20 habitantes e ferindo dezenas de outros.

Os bombardeamentos aéreos e de artilharia israelitas durante a noite na zona de Wusta, no centro do enclave costeiro, mataram pelo menos 16 pessoas e feriram dezenas, segundo os meios de comunicação social.

No sul, em Rafah, sete pessoas foram mortas num bombardeamento israelita contra um edifício que albergava muitos deslocados da guerra, enquanto no campo de refugiados de Maghazi, no centro do enclave, outras quatro pessoas foram mortas quando um abrigo gerido pela UNRWA, a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos, foi bombardeado, segundo a Wafa.

Outras 17 pessoas, entre as quais 12 crianças, foram mortas num bombardeamento israelita contra uma casa em Khan Younis, no sul, e outras 25 num campo de refugiados nessa zona.

Israel declarou guerra ao Hamas em 07 de outubro, na sequência de um ataque maciço do grupo islamita que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração simultânea de milhares de milicianos que massacraram cerca de 1.200 pessoas e raptaram outras 250 em colonatos judaicos nos arredores da Faixa de Gaza.

Desde então, o exército israelita lançou uma forte ofensiva aérea, terrestre e marítima no enclave palestiniano, onde, para além dos mortos e feridos, cerca de dois milhões de pessoas, a maioria da sua população, sofrem uma crise humanitária sem precedentes, com o colapso dos hospitais, o aparecimento de epidemias e a escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

Agência Lusa

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