Custos de construção de habitação nova avançam 2,5% em novembro

A subida dos custos de construção de habitação nova deverá ter atingindo 2,5% em novembro, impulsionada pelo custo da mão-de-obra de 8,7%, de acordo com uma estimativa hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

 

De acordo com o “Índice de Custos de Construção de Habitação Nova” do INE, “em novembro de 2023, estima-se que os custos de construção de habitação nova tenham aumentado 2,5% em termos homólogos, mais 1,0 pontos percentuais que o observado no mês anterior”.

Por sua vez, o preço dos materiais “apresentaram uma variação de -1,8% (-2,3% no mês anterior) e o custo da mão-de-obra aumentou 8,7%, mais 1,8 pontos percentuais que em outubro”.

O custo da mão-de-obra contribuiu com 3,6 pontos percentuais (2,8 pontos no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do índice, enquanto os materiais tiveram uma contribuição negativa de 1,1 pontos percentuais (-1,3 pontos em outubro).

Segundo o INE, entre os materiais que mais influenciaram negativamente a variação agregada do preço estão o aço para betão e perfilados pesados e ligeiros e a chapa de aço macio e galvanizada e os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização, “todos com descidas de cerca de 15%”.

Em sentido inverso destacam-se as subidas homólogas de cerca de 10% no cimento, o betão pronto, as tintas, primários, subcapas e vernizes.

Em cadeia, a taxa de variação do índice foi de 1,2% em novembro, mais 1,7 pontos percentuais face a outubro, tendo o custo dos materiais descido 0,1% e o da mão-de-obra subido 2,9%.

As componentes materiais e mão-de-obra contribuíram com 0,0 e 1,2 pontos percentuais, respetivamente, para a formação da taxa de variação mensal do índice (-0,4 e -0,1 pontos percentuais, em outubro, pela mesma ordem.

Últimas de Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.
O Tribunal de Contas rejeitou hoje responsabilidades no atraso e no custo do futuro Hospital Oriental de Lisboa, diz que deu o visto em 27 dias úteis e que precisou de diversos esclarecimentos para suprir "falhas e ilegalidades".
A economia da zona euro abrandou a sua contração em junho, após dois meses em que se intensificou, num contexto de diminuição das pressões inflacionistas decorrentes do impacto da guerra no Médio Oriente, segundo o índice PMI.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende alterar o cálculo do IRS, voltando a considerar os dependentes no chamado quociente familiar e aumentando as deduções atribuídas por cada filho.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou hoje para uma burla através de telefonemas aparentemente da Paypal, nos quais os utilizados desta aplicação de pagamentos 'online' são informados de compras suspeitas que, na realidade, nunca aconteceram.
O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 8.100 milhões de euros em abril face a março, para 876.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.