Polícias em protesto. CHEGA foi o único partido a juntar-se às forças de segurança

O CHEGA, representado pelos seus deputados e dirigentes, foi o único partido a marcar presença no protesto das Forças de Segurança, motivado pelo facto de o Governo ter aprovado, em 29 de novembro, o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ e ter deixado PSP, GNR e corpo da Guarda Prisional de fora. Nalguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês, quando nas restantes Forças de Segurança se cifra em cerca de 60 euros.

© Folha Nacional

O protesto envolveu a paragem, desde segunda-feira, de vários carros de patrulha da PSP de diversos comandos, tendo começado no Comando Metropolitano de Lisboa.

Os deputados do CHEGA, bem como o seu Presidente André Ventura, juntaram-se, por diversas vezes, aos profissionais das polícias em vigília à frente da Assembleia da República e em Ponta Delgada, nos Açores, demonstrando assim a sua solidariedade com as causas que defendem e com a injustiça de que estão a ser alvo por parte do Governo Socialista.

O CHEGA tem-se destacado no parlamento por defender as Forças de Segurança e as suas várias reivindicações, denunciando a falta de meios dos agentes para assegurar o cumprimento da sua missão, a falta de autoridade das polícias e a desvalorização das carreiras dos seus profissionais.

O presidente do CHEGA anunciou que o partido vai apresentar na Assembleia da República uma proposta para que os suplementos remuneratórios da Polícia Judiciária (PJ) sejam também atribuídos às forças de segurança.

“Neste país, tratámos sempre as nossas forças de segurança muito mal. Nos últimos anos temos espezinhado, criado diferenciações artificiais e menorizado as forças de segurança. É, por isso, perfeitamente justo, quando propõem que o suplemento atribuído à PJ, que é justo, diga-se, seja também atribuído às restantes forças de segurança”, disse André Ventura.

O líder do CHEGA apontou que “não fazer isto, é cavar um fosso de desigualdade, de discriminação e de potenciação de conflitos”, que deve ser evitado nas forças de segurança.

Por isso, anunciou que o CHEGA “proporá, através de um Decreto-Lei, a equiparação nas forças de segurança, dos suplementos atribuídos, justamente, à PJ, permitindo que também forças como a PSP, a GNR e o corpo da Guarda Prisional beneficiem deste suplemento, porque a sua tarefa é igualmente de grande risco e porque o seu trabalho é natural e consecutivamente desenvolvido sob grande risco”.

Na sua opinião, transmitida numa altura em que se realizam a nível nacional vários protestos de polícias da PSP por melhores condições salariais e de trabalho, “faz todo o sentido que assim seja” e que o Parlamento “dê urgência e prioridade ao tratamento desta questão”.

Na sua intervenção, o líder do CHEGA também perguntou: “Onde anda o senhor ministro da Administração Interna?” E prosseguiu: “Como é possível que, tendo tido tempo para ser candidato a secretário-geral do PS, tendo tido tempo para fazer comícios no país inteiro e para se encontrar com militantes, não tenha, ainda, encontrado dez minutos para se reunir com as forças que estão a organizar este protesto, para dar uma palavra sobre estas reivindicações ou dar sequer uma palavra aos polícias sobre o que pretende fazer nos próximos meses para acautelar que este fosso, esta discriminação, não persiste?”.

André Ventura afirmou ainda que o silencio de José Luís Carneiro é o sinal de um ministério da Administração Interna inativo, ineficaz e muito pouco consciente das suas responsabilidades”.

*Com Agência Lusa

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