Líder do espanhol Vox junta-se à campanha do CHEGA na quarta-feira

O líder do partido espanhol de direita radical Vox vai juntar-se na quarta-feira à campanha do CHEGA para as eleições legislativas de domingo, participando num jantar/comício em Olhão.

© Facebook/SantiagoAbascalConde

O anúncio foi feito pelo partido liderado por André Ventura, através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

“O líder do @VOX_es, Santiago Abascal, junta-se à nossa campanha já amanhã em Olhão”, lê-se numa publicação na conta do partido CHEGA.

Santiago Abascal já tinha manifestado o seu apoio ao CHEGA, num vídeo que foi partilhado nas redes sociais de André Ventura em 23 de janeiro. O líder do Vox defendeu que o presidente do CHEGA é “o único líder capaz de devolver a esperança a Portugal e derrotar a esquerda”.

Em julho, André Ventura esteve em Madrid a acompanhar a noite das eleições gerais espanholas.

O presidente do Vox já tinha participado na campanha do CHEGA para as últimas eleições autárquicas, em 2021.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.