Taxa de inflação abranda em março para 2,4% na zona euro

A taxa de inflação homóloga abrandou em março para os 2,4% em março, face aos 2,6% de fevereiro, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.

© D.R.

Em março de 2023, o indicador fixou-se nos 6,9% na zona euro.

Segundo a estimativa rápida, também a taxa de inflação subjacente (que exclui componentes mais voláteis como a energia e alimentos) recuou de 3,1% em fevereiro para 2,9% em março.

De acordo com o serviço estatístico europeu, entre os 20 países que têm como moeda o euro, é esperado que a componente dos serviços apresente a maior taxa de inflação anual (4,0%, estável face a fevereiro), seguida pela da alimentação, álcool e tabaco (2,7%, que se compara com 3,9% de fevereiro), a dos bens industriais não energéticos (1,1%, face aos 1,6% de fevereiro) e da energia (-1,8%, contra os -3,7% de fevereiro).

As menores taxas de inflação — medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC) – são estimadas na Lituânia (0,3%), Finlândia (0,7%) e Letónia (1,0%), enquanto a Croácia (4,9%), a Áustria (4,2%) e a Estónia (4,1%) terão registado as mais altas.

Em Portugal, a inflação anual medida pelo IHPC foi de 2,6%, acima da de 2,3% do mês anterior e menor que a de 3,2% homóloga.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.