Galp duplica margem de refinação no 1.º trimestre mas cai 16% em termos homólogos

A Galp duplicou a margem de refinação no primeiro trimestre, face ao anterior, de 6,1 para 12 dólares por barril de petróleo, mas o valor caiu 16% comparativamente ao mesmo período de 2023, segundo informação divulgada hoje.

© D.R.

 

De acordo com os dados de operação enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a produção de petróleo e gás da Galp de janeiro a março deste ano baixou 4% em termos homólogos, para 115.000 barris equivalentes de petróleo por dia, e caiu 9% face ao último trimestre do ano passado.

O Brasil e Moçambique continuaram a ser os países de origem da maior parte da produção da Galp, com 110.000 e 9.000 barris diários, respetivamente.

No primeiro trimestre do ano, a Galp processou 22,5 milhões de toneladas de matéria-prima, uma subida de 15% em termos homólogos e de 46% em relação ao trimestre anterior, altura em que a refinaria de Sines esteve parada para manutenção programada.

No período em análise, a empresa forneceu 3,7 milhões de toneladas de produtos petrolíferos, mais 3% em termos homólogos e 10% face ao trimestre anterior, e no caso do gás natural, o fornecimento no mercado internacional cresceu 8% face ao mesmo trimestre do ano passado e 24% face aos três meses anteriores.

Nas energias renováveis, a produção foi de 404 gigawatts-hora (GWh), entre janeiro e março, o que representa uma queda de 10% face ao mesmo trimestre de 2023 e uma subida de 14% comparativamente ao último trimestre do ano passado.

O preço médio de venda, na produção renovável, caiu 48% em termos homólogos e 33% face ao trimestre anterior, para 56 euros por megawatt-hora (MWh).

A Galp apresenta os resultados do primeiro trimestre no dia 30 de abril.

Últimas de Economia

Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.