UE e Cuba comprometem-se a procurar formas para promover o comércio e o investimento

A União Europeia (UE) e Cuba comprometeram-se a procurar formas de promover o comércio, o investimento e a cooperação entre as partes, após a última ronda de reuniões realizadas esta semana em Bruxelas, informou hoje o bloco europeu.

© D.R.

Segundo o Serviço Europeu de Ação Externa, os contactos – realizados entre 18 e 25 de abril no âmbito do Acordo de Diálogo Político e Cooperação (ADPC) entre as partes – serviram para abordar as medidas coercivas unilaterais e o desenvolvimento sustentável, incluindo ainda diálogos setoriais sobre agricultura, ambiente e alterações climáticas, e energia.

Os países da UE votaram repetidamente nas Nações Unidas a favor da resolução apresentada anualmente por Havana na Assembleia Geral contra as sanções dos Estados Unidos a Cuba.

Nesta última ronda, a UE recordou “o apoio unânime dos Estados-Membros (…) à resolução anual anti-embargo na Assembleia Geral da ONU” e informou sobre o funcionamento de um regulamento destinado a mitigar o impacto das medidas extraterritoriais (relacionadas às sanções norte-americanas aos cubanos).

Além disso, o bloco europeu reiterou a importância de Cuba aplicar reformas para modernizar a sua economia e criar um clima favorável ao comércio e ao investimento entre as duas partes, algo que se mostraram dispostos a apoiar.

Tal como no último diálogo sobre direitos humanos realizado em Havana em novembro passado, as duas partes concordaram numa série de ações de acompanhamento, começando com o plano de organizar um intercâmbio técnico entre especialistas sobre os efeitos da Lei Helms-Burton – legislação norte-americana que reforça o embargo à ilha caribenha.

As partes concordaram também em continuar a explorar conjuntamente os possíveis mecanismos e quadros que contribuam para um ambiente favorável para o comércio, o investimento e a cooperação entre Cuba e a União Europeia, promover intercâmbios e proteger os interesses legítimos dos operadores de ambas as partes.

Outro compromisso foi manter intercâmbios em fóruns multilaterais que visem o diálogo entre as partes e realizar intercâmbios específicos sobre abordagens inovadoras e ações de cooperação que possam contribuir para a diversificação e atualização económica para o desenvolvimento de Cuba.

As reuniões realizam-se no contexto do Acordo de Diálogo Político e Cooperação (ADPC) que orienta as relações entre Havana e Bruxelas desde 2017.

A ADPC substituiu a chamada “posição comum” da UE em relação a Cuba, que o bloco mantinha desde 1996 e que ligava qualquer progresso na relação bilateral ao progresso na democratização e nos direitos humanos na ilha.

A delegação da UE foi chefiada por Pelayo Castro, vice-diretor-geral para as Américas do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), enquanto a delegação cubana foi chefiada pelo diretor-geral de Assuntos Multilaterais e Direito Internacional do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Rodolfo Benítez.

Últimas de Economia

O sentimento económico recuou em março, pelo segundo mês consecutivo, tanto na zona euro quanto na União Europeia (UE), segundo dados hoje divulgados pela Comissão Europeia.
Cerca de 24% das novas operações de crédito para habitação própria permanente tiveram um financiamento acima de 90%, impulsionado pela garantia pública, num valor equivalente ao anterior à entrada em vigor de medidas macroprudenciais, divulgou esta segunda-feira o Banco de Portugal.
Os contribuintes têm até à próxima terça-feira para reclamar do valor das despesas assumidas pelo fisco para o cálculo de deduções à coleta de IRS referentes às despesas gerais familiares e pela exigência de fatura.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em março para o valor mais baixo desde dezembro de 2023, enquanto o de clima económico recuou para mínimos de um ano, num período marcado pela guerra no Médio Oriente.
A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio terminou esta sexta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 4,22%, para 112,57 dólares, o valor mais alto desde julho de 2022.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no final de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).