Guardas prisionais e oficiais de Justiça voltam a reunir-se com tutela à espera de soluções

Os guardas prisionais esperam que da reunião com a ministra da Justiça na sexta-feira saiam soluções, nomeadamente para a atribuição do suplemento de missão equivalente ao da Polícia Judiciária, "a maneira mais célere de resolver a valorização salarial".

Frederico Morais (Presidente do Sindicato da Guarda Prisional) © D.R.

“As nossas esperanças são que a senhora ministra nos apresente soluções para o corpo da guarda prisional, desde as promoções, que nos apresente o impacto orçamental para as mesmas, o sistema de avaliação igual aos nossos colegas da PSP, com as devidas alterações, e o suplemento de missão, que neste momento é a maneira mais célere de resolver a valorização salarial”, disse à Lusa Frederico Morais, dirigente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).

Para o dirigente sindical, é inaceitável haver guardas prisionais com mais de 20 anos de serviço e que apenas progrediram dois níveis remuneratórios.

“Como a senhora ministra disse, é urgente e emergente resolver os problemas da guarda prisional. É isso que esperemos e ansiamos ver resolvidos no dia 03”, disse Frederico Morais.

Em comunicado enviado na semana passada, o Ministério da Justiça (MJ) divulgou o agendamento de reuniões para 03 de maio, com cinco sindicatos representativos dos funcionários judiciais e dos guardas prisionais, para estabelecer um protocolo negocial e apresentação dos pressupostos da negociação entre as partes.

O MJ afirmou esperar que a negociação “tenha êxito e resulte no fim do longo ciclo de greves que dura há mais de 15 anos”.

“O Governo espera, igualmente, que seja possível restaurar o normal funcionamento dos tribunais e do sistema prisional, bem como garantir o pleno exercício pelos cidadãos do direito constitucional de acesso à justiça”, acrescenta a tutela.

O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), que há mais de um ano mantém uma sucessão de greves para reivindicar a revisão da carreira e o pagamento do suplemento de recuperação processual integrado no salário, pago a 14 meses, entre outras exigências, têm já marcada nova greve, a partir de 08 de maio, às quartas-feiras e sextas-feiras de manhã.

Na reunião com a ministra, o SFJ prepara-se para exigir, no curto prazo, o pagamento do referido suplemento remuneratório, que “requer um diminuto esforço orçamental”, uma vez que atualmente já é pago a 11 meses, e o pagamento das horas extraordinárias, sublinhando que as funções exigem uma disponibilidade ao serviço “muito para além do horário normal”, entre as 09:00 e as 17:00.

Ainda a curto prazo, o sindicato pretende ver atribuído um suplemento de residência, para que “seja possível atrair e fixar profissionais qualificados” e “para que haja candidatos aos lugares e que os mesmos se sintam estimulados a manter-se na carreira”.

A médio prazo, o sindicato quer ver instituído um suplemento pelo dever de disponibilidade permanente “à semelhança de outras profissões dentro do funcionalismo público” e a revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais, um processo que o anterior executivo socialista deixou por concluir, tendo apresentado uma proposta de revisão que mereceu críticas dos sindicatos dos oficiais de justiça, mas também de magistrados e da Ordem dos Advogados.

Segundo adiantou o presidente do sindicato, António Marçal, o SFJ pretende aprovar a sua proposta de revisão de estatuto profissional no congresso que organiza entre 10 e 12 de maio, em Anadia, Aveiro, “onde serão decididas as formas de luta que se mostrem necessárias”.

Para 07 de maio, o sindicato tem também marcado um plenário de dirigentes e delegados sindicais em frente ao MJ.

Últimas do País

Um homem de 53 anos ficou sujeito à medida de coação de apresentações semanais por suspeitas do crime de incêndio, depois de ter sido detido em flagrante delito no Beato, em Lisboa, informou hoje a PSP.
Uma jovem de 21 anos foi vítima de violação depois de sair do trabalho, em Albufeira. O suspeito, um cidadão estrangeiro de 24 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), que reuniu provas consideradas suficientes para a sua apresentação a primeiro interrogatório judicial.
O homem, já constituído arguido, está indiciado pela prática de dois crimes de violência doméstica agravados contra a ex-companheira e o filho, anunciou o Ministério Público (MP), num comunicado publicado na página na Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora.
A Polícia Judiciária arrestou, esta madrugada, um porta-contentores no Porto de Sines, suspeito de transportar grandes quantidades de cocaína a bordo.
Cerca de 50 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Santarém e Portalegre estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 67 anos foi detido por suspeitas de maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, incluindo ameaças de morte, no concelho de Arraiolos, no distrito de Évora, revelou hoje o Ministério Público (MP).
Mais de 50 concelhos do interior, de oito distritos de Portugal, enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, no dia em que se espera descida da temperatura
Presidente do CHEGA considera que o ministro da Administração Interna não reúne condições para continuar no cargo, critica as explicações prestadas na primeira conferência de imprensa realizada após serem conhecidos os casos polémicos que o envolvem e apela à intervenção do Presidente da República.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve tem por cobrar 1.234.358 euros relativos a serviços prestados a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal, em 2023 e 2024, revela uma auditoria da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).
Um homem, de 23 anos, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter agredido a ex-companheira, de 39, depois de ter forçado a entrada na sua casa, em Beja, foi hoje divulgado.