Dívida pública cai 2,97% em março, mas volta a ultrapassar 100% do PIB no trimestre

A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, baixou 2,97% em termos homólogos em março, para 270.873 milhões de euros, representando, agora 100,5% do PIB, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

De acordo com o banco central, esta descida foi de 8.294 milhões de euros face ao final de março do ano passado, quando ultrapassava os 279,1 mil milhões de euros.

Face a fevereiro deste ano, houve uma subida de 2.360 milhões, o equivalente a 0,87%, que o banco atribui às subidas de 1.661 milhões de euros dos títulos de dívida (bilhetes e obrigações do Tesouro) e ao aumento de 798 milhões de euros dos empréstimos – “sobretudo de curto prazo”.

O banco central acrescenta que os depósitos das administrações públicas totalizaram 13,8 mil milhões de euros no final de março, menos cerca de 800 milhões de euros face a fevereiro. Sem estes depósitos, a dívida pública subiu 1.323 milhões de euros em termos homólogos e 3.178 milhões de euros em cadeia, para 257.119 milhões de euros.

Face a estes dados, o BdP refere que no primeiro trimestre do ano a dívida pública totalizava 100,5% do Produto Interno Bruto (PIB), “o que representa um aumento de 1,4 pontos percentuais relativamente ao final do ano anterior” e menos 11,80 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado.

Últimas de Economia

André Ventura anunciou que o CHEGA vai apresentar um pacote de emergência para combater a crise da habitação, que inclui a isenção temporária do pagamento do IMI, benefícios fiscais e apoios às rendas. O líder do partido defendeu medidas urgentes para reduzir os encargos das famílias portuguesas.
As alterações às tabelas de retenção na fonte previstas para novembro poderão aumentar o salário líquido de muitos trabalhadores, mas há uma consequência menos favorável: o reembolso de IRS poderá diminuir no próximo ano.
Os 60 membros do Governo que está a alterar as leis do arrendamento declaram 436 imóveis, avaliados em quase 23 milhões de euros. Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública e que recebeu 12 milhões de euros em suplementos quando dirigia os Recursos Humanos da RTP, lidera a lista com 62 propriedades. Luís Montenegro surge logo a seguir, com 55 imóveis declarados.
Quase cinco mil milhões de euros continuam por recuperar. Montante cobriria o orçamento anual do Ensino Superior, Ciência e Inovação e grande parte das despesas do Ministério da Economia.
Venda de ouro confiscado pelas autoridades faz disparar receitas públicas, com valores quatro vezes superiores aos registados dois anos antes.
Aumento salarial promete mais dinheiro ao fim do mês, mas a subida dos preços deverá reduzir para metade a melhoria real do poder de compra.
Sondagem da Pitagórica para a TVI/CNN indica que mais de 80% dos portugueses concordam com a redução dos impostos sobre os combustíveis, medida defendida pelo CHEGA e rejeitada por PS e PSD no Parlamento.
BPN e Banif desapareceram há anos, mas continuam a pesar nas contas públicas. O Governo prevê gastar 334 milhões de euros em 2027, enquanto permanecem por recuperar mais de 8,6 mil milhões de euros em apoios do Estado.
O preço por litro de gasóleo deverá subir 4,5 cêntimos, segundo estimativas do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Arrendamento regista uma subida superior a 76% em apenas cinco anos, segundo o Jornal de Notícias.