Dívida pública cai 2,97% em março, mas volta a ultrapassar 100% do PIB no trimestre

A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, baixou 2,97% em termos homólogos em março, para 270.873 milhões de euros, representando, agora 100,5% do PIB, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

De acordo com o banco central, esta descida foi de 8.294 milhões de euros face ao final de março do ano passado, quando ultrapassava os 279,1 mil milhões de euros.

Face a fevereiro deste ano, houve uma subida de 2.360 milhões, o equivalente a 0,87%, que o banco atribui às subidas de 1.661 milhões de euros dos títulos de dívida (bilhetes e obrigações do Tesouro) e ao aumento de 798 milhões de euros dos empréstimos – “sobretudo de curto prazo”.

O banco central acrescenta que os depósitos das administrações públicas totalizaram 13,8 mil milhões de euros no final de março, menos cerca de 800 milhões de euros face a fevereiro. Sem estes depósitos, a dívida pública subiu 1.323 milhões de euros em termos homólogos e 3.178 milhões de euros em cadeia, para 257.119 milhões de euros.

Face a estes dados, o BdP refere que no primeiro trimestre do ano a dívida pública totalizava 100,5% do Produto Interno Bruto (PIB), “o que representa um aumento de 1,4 pontos percentuais relativamente ao final do ano anterior” e menos 11,80 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado.

Últimas de Economia

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.
Quase metade dos participantes num inquérito organizado pela consultora QSP identificam a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.
Os portos da Madeira registaram a entrada de 129 navios de cruzeiro no primeiro trimestre desde ano, mais 24 do que no mesmo período do ano passado, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM).
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.