Croácia vai reintroduzir serviço militar obrigatório

A Croácia vai reintroduzir o serviço militar obrigatório de dois meses a partir de 01 de janeiro de 2025, anunciou hoje o ministro da Defesa croata, Ivan Anusic.

© Facebook de Ivan Anušić

 

A decisão marca o regresso ao serviço militar obrigatório, que foi suspenso em 2008, quando a Croácia adotou um sistema de voluntariado.

“Aumentámos os salários dos soldados, dos suboficiais e dos oficiais, os seus direitos materiais, não só através dos rendimentos pessoais, mas também através dos salários diários e de tudo aquilo a que têm direito”, disse o ministro à emissora croata RTL.

A medida surge no meio de tensões acrescidas na Europa, na sequência da agressão russa contra a Ucrânia, bem como de uma aparente corrida aos armamentos e de uma acumulação militar nos Balcãs, que passaram por uma guerra sangrenta na década de 1990.

“A modernização e o equipamento das Forças Armadas estão a decorrer como planeado e em conformidade com o acordo com os nossos aliados e a liderança da NATO”, disse o ministro, citado pela agência norte-americana AP.

Anusic acrescentou que não haverá poupança de fundos na área da defesa.

Outros países da Europa estão a considerar medidas semelhantes ou restabeleceram o serviço militar obrigatório em resposta ao aumento das tensões regionais.

No ano passado, a Letónia restabeleceu o serviço militar obrigatório em resposta à ameaça representada pela invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

A Sérvia, o maior rival da Croácia nos Balcãs, também está a ponderar reativar o serviço militar obrigatório.

A Croácia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) desde 2009.

Últimas de Política Internacional

O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.