CHEGA quer travar ‘European Democracy Shield’ e acusa Bruxelas de querer censurar o debate público

O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.

© D.R.

Na exposição de motivos, o partido liderado por André Ventura considera que o projeto europeu ultrapassa o objetivo de proteger a democracia e representa uma ameaça à liberdade de expressão, à pluralidade de opiniões e à soberania dos Estados-membros.

Segundo o CHEGA, o European Democracy Shield criará uma estrutura permanente de supervisão do espaço informativo europeu, permitindo coordenar autoridades nacionais, plataformas digitais e organizações de verificação de factos para identificar conteúdos considerados desinformação.

O partido líder da oposição em Portugal sustenta que este mecanismo poderá transformar-se numa ferramenta de controlo político do debate público, permitindo classificar conteúdos como “fiáveis”, “adequados” ou “compatíveis” com a democracia, reduzindo o espaço para opiniões divergentes.

Na iniciativa, o CHEGA alerta ainda para a conjugação deste mecanismo com legislação europeia já existente, como o Digital Services Act e o AI Act, defendendo que esse conjunto de instrumentos poderá aumentar a pressão sobre plataformas digitais para remover conteúdos considerados problemáticos.

Para o partido, esta estratégia representa uma transferência do debate político dos cidadãos para estruturas burocráticas europeias, colocando em causa direitos fundamentais como a liberdade de expressão, a liberdade de informação, a privacidade e a inviolabilidade das comunicações.

O CHEGA afirma mesmo que o projeto assenta numa visão segundo a qual os cidadãos necessitam de uma supervisão permanente por parte das instituições europeias para distinguirem informação verdadeira de falsa, considerando esta abordagem incompatível com uma sociedade democrática.

No projeto de resolução, o partido recomenda ao Governo que se oponha formalmente à implementação do European Democracy Shield nas instituições da União Europeia, alegando que a iniciativa viola os princípios da subsidiariedade, da liberdade de expressão, do pluralismo democrático e da independência dos Estados-membros.

A proposta recomenda ainda que Portugal reafirme o seu compromisso com a liberdade política, a privacidade, a responsabilidade democrática e o pluralismo, rejeitando qualquer tentativa de limitar o debate público através de mecanismos burocráticos ou securitários.

Este é mais um projeto apresentado pelo CHEGA no Parlamento com foco na defesa da liberdade de expressão e na oposição ao reforço dos poderes das instituições europeias em matérias relacionadas com o controlo da informação e do debate público.

Últimas de Política Internacional

O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.