Preço do ouro marca novo máximo histórico

O preço do ouro fixou hoje um novo máximo histórico, acima dos 2.670 dólares por onça, mas quando os mercados europeus encerraram seguia a 2.656 dólares (2.384 euros).

© D.R.

Segundo analistas, a subida do ouro deve-se à descida das taxas de juro na Europa e nos Estados Unidos, às compras deste metal pelos bancos centrais e ao aumento da tensão no Médio Oriente.

O ouro atingiu um novo máximo durante a madrugada, ao chegar aos 2.670,7 dólares, mas quando encerraram os principais mercados europeus perdia 0,59% e seguia a 2.656,5 dólares, segundo dados da Bloomberg citados pela agência EFE.

Desde o início do ano, o ouro regista uma valorização de quase 29% e mantém a tendência de subida desde que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu cortar de novo as taxas de juro em 25 pontos base, há duas semanas.

Contudo, os máximos têm sido renovados com mais intensidade desde que na semana passada a Reserva Federal norte-americana anunciou um corte mais agressivo das suas taxas de juro de 50 pontos base.

Últimas de Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.
Os aeroportos nacionais movimentaram em fevereiro um novo máximo histórico de 4,5 milhões de passageiros, mais 3,3% em termos homólogos, acumulando uma subida de 3,7% desde início do ano, para 8,876 milhões, divulgou hoje o INE.
O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,1% em março face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em fevereiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A taxa de inflação acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais do que em fevereiro, refletindo sobretudo o aumento do preço dos combustíveis, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu hoje 8,60%, atingindo 47,66 euros por megawatt-hora (MWh).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.