Preço do ouro marca novo máximo histórico

O preço do ouro fixou hoje um novo máximo histórico, acima dos 2.670 dólares por onça, mas quando os mercados europeus encerraram seguia a 2.656 dólares (2.384 euros).

© D.R.

Segundo analistas, a subida do ouro deve-se à descida das taxas de juro na Europa e nos Estados Unidos, às compras deste metal pelos bancos centrais e ao aumento da tensão no Médio Oriente.

O ouro atingiu um novo máximo durante a madrugada, ao chegar aos 2.670,7 dólares, mas quando encerraram os principais mercados europeus perdia 0,59% e seguia a 2.656,5 dólares, segundo dados da Bloomberg citados pela agência EFE.

Desde o início do ano, o ouro regista uma valorização de quase 29% e mantém a tendência de subida desde que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu cortar de novo as taxas de juro em 25 pontos base, há duas semanas.

Contudo, os máximos têm sido renovados com mais intensidade desde que na semana passada a Reserva Federal norte-americana anunciou um corte mais agressivo das suas taxas de juro de 50 pontos base.

Últimas de Economia

O Governo reduziu o desconto em vigor no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), aplicável à gasolina sem chumbo e ao gasóleo rodoviário, anulando parte da descida do preço dos combustíveis prevista para a próxima semana.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas situaram-se em 870,5 milhões de euros até outubro, com um aumento de 145,4 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior, segundo a síntese de execução orçamental.
O alojamento turístico teve proveitos de 691,2 milhões de euros em outubro, uma subida homóloga de 7,3%, com as dormidas de não residentes de novo a subir após dois meses em queda, avançou hoje o INE.
A taxa de inflação homóloga abrandou para 2,2% em novembro, 0,1 pontos percentuais abaixo da variação de outubro, segundo a estimativa provisória divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O ‘stock’ de empréstimos para habitação acelerou em outubro pelo 22.º mês consecutivo, com um aumento homólogo de 9,4% para 109.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A proposta de lei de Orçamento do Estado para 2026 foi hoje aprovada em votação final global com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e com a abstenção do PS. Os restantes partidos (CHEGA, IL, Livre, PCP, BE, PAN e JPP) votaram contra.
O corte das pensões por via do fator de sustentabilidade, aplicado a algumas reformas antecipadas, deverá ser de 17,63% em 2026, aumentando face aos 16,9% deste ano, segundo cálculos da Lusa com base em dados do INE.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em novembro, após dois meses de subidas, enquanto o indicador de clima económico aumentou, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os gastos do Estado com pensões atingem atualmente 13% do PIB em Portugal, a par de países como a Áustria (14,8%), França (13,8%) e Finlândia (13,7%), indica um relatório da OCDE hoje divulgado.
Os prejuízos das empresas não financeiras do setor empresarial do Estado agravaram-se em 546 milhões de euros em 2024, atingindo 1.312 milhões de euros, com a maioria a apresentar resultados negativos, segundo um relatório do Conselho das Finanças Públicas (CFP).