Novo crédito ao consumo sobe 15,3% em outubro para 760 milhões de euros

Os novos créditos ao consumo somaram 760,023 milhões de euros em outubro, uma subida de 15,3% em termos homólogos e de 9,3% face a setembro deste ano, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

De acordo com os dados provisórios do banco central sobre a evolução dos novos créditos aos consumidores, em outubro face ao mesmo mês do ano passado o montante dos novos créditos pessoais subiu 10,5%, para 334,091 milhões de euros, e o dos novos créditos automóvel avançou 24,25%, para 300,438 milhões de euros.

Por sua vez, o montante dos cartões e descoberto subiu 9,0%, para 125,494 milhões de euros.

Já em cadeia, face a setembro, o montante de novos créditos pessoais subiu 7,3%, enquanto o de novos créditos automóvel aumentou 11,0% e o de cartões e descoberto cresceu 10,3%.

Em número, os novos créditos contratados em outubro avançaram 2,4% em termos homólogos, para 143.892 contratos, e subiram 4,9% relativamente a setembro.

Em outubro foram contratados 80.367 créditos na categoria cartões e descoberto, 44.401 créditos pessoais e 19.124 créditos para a compra de automóvel.

Do número total de novos contratos de crédito em outubro, 4,4% foram contratos subvencionados, contra 4,7% um ano antes e no mês anterior.

Os contratos de crédito subvencionados são celebrados entre a instituição de crédito e o consumidor, mas parte do custo do crédito é suportada por uma entidade terceira (por exemplo, o ponto de venda onde o consumidor adquire o bem financiado).

Em proporção do montante total, estes créditos com subvenção representaram 5,4% em outubro, contra 6,4% em igual mês de 2023 e 5,9% em setembro.

Últimas de Economia

Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.