Médicos em Montalegre recebem incentivo mensal de mil euros e habitação

A Câmara de Montalegre criou um pacote de medidas para fixar médicos que inclui um incentivo mensal de mil euros, apoio à habitação, pagamento de despesas como energia e água e entrada gratuita em equipamentos municipais.

© D.R.

O regulamento municipal de atribuição de incentivos à fixação de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar no Centro de Saúde de Montalegre foi publicado hoje, em Diário da República (DR), e entra em vigor na segunda-feira.

“É uma necessidade que nós tínhamos obrigatoriamente de atender, sendo certo que alguns dos médicos a prestar serviço no centro de saúde aproximam-se, nos próximos dois anos, do período de reforma. Era necessário acautelar o futuro”, afirmou hoje à Lusa Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre.

Por isso, o município entendeu que era oportuno criar apoios para que os médicos se fixem neste concelho do norte do distrito de Vila Real.

“Desde logo um apoio que é significativo à remuneração, mas também a atribuição de uma casa, se os médicos assim entenderem, e ainda um apoio extraordinário para fazerem a urgência. Penso que estes apoios são atrativos para que jovens médicos perspetivem ficar neste concelho e venham para o centro de saúde exercer a sua atividade”, salientou.

Segundo a autarca, recentemente houve um concurso com duas vagas e uma delas foi ocupada.

“Pensamos que, nos próximos tempos, a vaga restante poderá ser também ocupada num concurso futuro, sendo certo que, pelo menos, já uma médica veio para aqui e se perspetiva a criação da Unidade de Saúde Familiar (USF) que vai permitir um cuidado de maior proximidade e principalmente cuidados alargados em termos temporais”, referiu.

Os benefícios criados incluem um incentivo de 1.000 euros mensais, a conceder a cada médico para comparticipar nas despesas inerentes à prestação da sua atividade profissional, bem como um apoio extraordinário para trabalho no serviço de urgência básico (SUB).

O regulamento especifica que, caso realize um mínimo de 48 horas de trabalho por mês, em contexto de urgência e em horas definidas como extraordinárias, nomeadamente no período noturno, fins de semana ou feriados, o valor do incentivo será de 500 euros. Já se o médico realizar um mínimo de 96 horas de trabalho extraordinário por mês, o valor será de 750 euros.

O clínico pode ainda usufruir de uma casa de função disponibilizada pelo município, na qual se incluem as despesas com água, eletricidade e gás ou, em alternativa, pode optar por receber um subsídio de moradia para comparticipação no arrendamento mensal em Montalegre.

Terá ainda acesso gratuito ao ginásio e piscinas municipais, a espetáculos culturais promovidos pelo município, à isenção no pagamento de taxas relativas a licenças de construção, beneficiação e ampliação de casa para habitação própria e permanente, e ainda à disponibilização de viatura para a realização das visitas domiciliárias sempre que as circunstâncias o justifiquem.

Para usufruir destes apoios e benefícios, os médicos terão que trabalhar a tempo inteiro no centro de saúde de Montalegre e ali permanecer pelo período mínimo de três anos.

De acordo com o regulamento, o apoio pecuniário de incentivo à fixação de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar é cumulável com outros programas de apoio, nomeadamente os implementados pela administração central e/ou local.

Fátima Fernandes disse ainda que se pretende que os cuidados de saúde primários sejam “mais abrangentes” no concelho, e exemplificou com a cadeira dentista, com fisioterapia e cuidados de proximidade a nível da saúde mental.

“Já temos a cadeira de dentista no centro de saúde em Montalegre, o mesmo se perspetiva para o polo de Salto para servir a população do baixo Barroso”, referiu a autarca, que adiantou que a cadeira dentista em Salto vai ser “inteiramente assumida pelo município”.

Últimas do País

Conceição Cabrita, antiga presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, eleita pelo PSD, começou a ser julgada no Tribunal de Faro por suspeitas de corrupção, abuso de poder, prevaricação e falsificação de documentos. A ex-autarca terá recebido milhares de euros de um empresário local.
Uma antiga tesoureira de uma junta de freguesia socialista da Lousã e uma amiga empresária vão ser julgadas por alegados desvios de fundos públicos. O Ministério Público aponta transferências bancárias indevidas, despesas particulares e faturas relativas a serviços que nunca terão sido realizados.
As reivindicações das forças de segurança já não se limitam aos vencimentos. Profissionais da PSP e da GNR manifestam-se por melhores condições remuneratórias e denunciam também os obstáculos que enfrentam no acesso à habitação.
Aquecer a casa durante os meses mais frios pode fazer disparar os encargos com eletricidade. Segundo o Jornal de Notícias, a utilização de equipamentos de aquecimento pode levar a que a fatura mensal duplique.
O tribunal aplicou prisão preventiva ao suspeito dos crimes de violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago, em agosto, no concelho de Vila do Conde, informou fonte judicial.
Um homem de 29 anos, residente em Lousada, terá conseguido emprego numa transportadora de Penafiel com o objetivo de furtar mercadorias. Durante mais de um ano, o suspeito e um cúmplice terão desviado perfumes, telemóveis, equipamentos informáticos e outros produtos, num esquema que envolvia compradores habituais de artigos roubados.
O ‘burnout’ pode afetar até 75% dos médicos internos e comprometer a qualidade dos cuidados e a segurança dos doentes, segundo uma revisão publicada na Acta Médica Portuguesa, que defende políticas nacionais de prevenção e proteção da saúde mental.
A PSP do Porto deteve sete homens, com idades entre 17 e 45 anos, por suspeita de tráfico de droga, em ações de patrulhamento nas cidades do Porto e da Maia.
Dois jovens de 17 anos foram agredidos e ameaçados durante um assalto na via pública, em Mafra. A GNR deteve um suspeito de 18 anos, que tinha na sua posse um blusão roubado a uma das vítimas e duas facas escondidas numa mochila.
A PSP deteve uma mulher de 42 anos por suspeitas de violência doméstica continuada contra quatro familiares. As autoridades descrevem episódios de agressões diárias, ameaças de morte e exigências de dinheiro para álcool e droga.