Ventura acusa Marques Mendes de fazer “troca de favores” com Montenegro

O presidente do CHEGA acusou hoje Marques Mendes, seu opositor na corrida a Belém, de representar “tudo o que é mau na política” e de ter feito uma “troca de favores” com o líder do PSD.

© Folha Nacional

“A candidatura de Marques Mendes representa tudo o que é mau na política. Representa a cedência ao lobismo, a cedência aos interesses de corredores e de bastidores, a cedência àquilo que é a podridão do sistema partidário que há 50 anos domina Portugal”, afirmou André Ventura.

O líder do CHEGA e anunciado candidato a Belém com o apoio do seu partido, comentou, em conferência de imprensa de imprensa na sede, em Lisboa, a candidatura a Presidente da República do antigo líder do PSD Luís Marques Mendes.

André Ventura referiu o facto de Marques Mendes ter tido durante os últimos anos um espaço de comentário político na SIC e acusou-o de ter aproveitado essa exposição mediática em proveito próprio.

O líder do CHEGA acusou-o também de ter feito um acordo com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, “para que ambos retirassem ajuda mútua de uma situação política vantajosa e do aproveitamento politico-mediático de um espaço de televisão e de comentário semanal”.

“Luís Marques Mendes fez o jogo de António Costa quando o governo de António Costa estava sólido na maioria absoluta e tornou-se o maior aliado de Luís Montenegro nas televisões ao longo dos últimos meses, e agora vimos saber que o governo do PSD apoia a candidatura de Luís Marques Mendes”, disse.

Ventura alegou que “houve uma troca de favores entre Luís Marques Mendes e Luís Montenegro”, considerando tratar-se de “uma promiscuidade que não se pode aceitar”.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.