Ventura acusa Marques Mendes de fazer “troca de favores” com Montenegro

O presidente do CHEGA acusou hoje Marques Mendes, seu opositor na corrida a Belém, de representar “tudo o que é mau na política” e de ter feito uma “troca de favores” com o líder do PSD.

© Folha Nacional

“A candidatura de Marques Mendes representa tudo o que é mau na política. Representa a cedência ao lobismo, a cedência aos interesses de corredores e de bastidores, a cedência àquilo que é a podridão do sistema partidário que há 50 anos domina Portugal”, afirmou André Ventura.

O líder do CHEGA e anunciado candidato a Belém com o apoio do seu partido, comentou, em conferência de imprensa de imprensa na sede, em Lisboa, a candidatura a Presidente da República do antigo líder do PSD Luís Marques Mendes.

André Ventura referiu o facto de Marques Mendes ter tido durante os últimos anos um espaço de comentário político na SIC e acusou-o de ter aproveitado essa exposição mediática em proveito próprio.

O líder do CHEGA acusou-o também de ter feito um acordo com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, “para que ambos retirassem ajuda mútua de uma situação política vantajosa e do aproveitamento politico-mediático de um espaço de televisão e de comentário semanal”.

“Luís Marques Mendes fez o jogo de António Costa quando o governo de António Costa estava sólido na maioria absoluta e tornou-se o maior aliado de Luís Montenegro nas televisões ao longo dos últimos meses, e agora vimos saber que o governo do PSD apoia a candidatura de Luís Marques Mendes”, disse.

Ventura alegou que “houve uma troca de favores entre Luís Marques Mendes e Luís Montenegro”, considerando tratar-se de “uma promiscuidade que não se pode aceitar”.

Últimas de Política Nacional

A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, retirou os pelouros ao vereador Mário Caixas, também eleito pelo PS, alegando quebra de confiança política num momento considerado decisivo para a recuperação do concelho após as recentes cheias.
O serviço ferroviário entre Lisboa e Setúbal, que atravessa a Ponte 25 de Abril, vai estar sob escrutínio no Parlamento. O CHEGA conseguiu aprovar uma audição para ouvir utentes, Fertagus e Governo sobre as condições de segurança, capacidade e qualidade do serviço.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta quarta-feira o Governo de se vitimar e o primeiro-ministro de querer desviar atenções e usar as alterações à lei laboral como “manobra de distração”.
O Ministério Público arquivou 51 denúncias apresentadas contra cartazes do CHEGA, concluindo que os slogans não configuram crime e estão protegidos pela liberdade de expressão no debate político.
O Parlamento português recusou uma proposta do CHEGA que defendia que Portugal deveria fazer todos os esforços para reconhecer a Irmandade Muçulmana como organização terrorista.
O CHEGA entregou um projeto de resolução no parlamento em que recomenda ao Governo a adoção de "medidas urgentes" para assegurar o "regular funcionamento" dos tribunais e serviços do Ministério Público (MP) na Comarca de Portalegre.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que propõe a criação da carreira especial de medicina dentária e a sua integração plena no Serviço Nacional de Saúde (SNS), para reforçar o acesso da população portuguesa a cuidados de saúde oral.
O líder do CHEGA defendeu hoje que o Governo deve "rasgar e começar novamente" as propostas de alteração à lei do trabalho e procurar no parlamento o consenso para esta reforma, manifestando disponibilidade para negociar.
O CHEGA regista 25,8% das intenções de voto no mais recente Barómetro DN/Aximage, consolidando-se como uma das principais forças políticas do país. O estudo indica ainda que André Ventura é apontado por mais de metade dos inquiridos como a principal figura da oposição.
O Ministério Público acusou Diamantino Oliveira Lopes, eleito pelo PS para a Junta de Freguesia de Moreira do Rei e Várzea Cova, no concelho de Fafe, distrito de Braga, no mandato autárquico de 2017 a 2021, dos crimes de prevaricação e falsificação de documento, num procedimento de loteamento alegadamente destinado a beneficiar o próprio filho.