Mercado das obras públicas regista novos máximos em 2024

O valor dos concursos de obras públicas promovidos em 2024 aumentou 39% para 8.376 milhões de euros e o dos contratos celebrados cresceu 32% para 4.891 milhões, atingindo novos máximos pelo menos desde 2011, foi hoje anunciado.

© D.R.

De acordo com o ‘Barómetro das Obras Públicas’ da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), o montante dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidos passou de 6.048 milhões de euros em 2023 para 6.376 milhões de euros em 2024, um acréscimo de 39% e um novo máximo histórico da série iniciada em 2011.

Já o montante dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e registados no portal Base atingiu 4.891 milhões de euros, representando um acréscimo de 32% em termos homólogos e estabelecendo também um novo máximo histórico da série iniciada em 2011.

Por modalidade, os contratos de empreitada celebrados e registados no Portal Base no âmbito de concursos públicos totalizaram 4.059 milhões de euros no ano passado, registando um acréscimo homólogo de 40%.

Segundo nota a associação, “este valor revela um diferencial de 4.317 milhões de euros entre o montante dos concursos de empreitadas lançados e os contratos efetivamente celebrados desde janeiro”.

Quanto aos contratos de empreitada de obras públicas celebrados por meio de ajustes diretos e consultas prévias, registaram um aumento homólogo de 15%, para 639 milhões de euros.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".
A diferença entre as duas maiores cidades do país é expressiva: 583 novos alojamentos locais no Porto contra apenas 124 em Lisboa desde o início do ano.
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) calculou mal as pensões de 2937 pessoas e atribuiu-lhes valores superiores aos que resultavam da aplicação da lei. A falha foi agora detetada e os recém-reformados estão a ser informados de que vão passar a receber menos.
A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
O Estado injetou cerca de 30 mil milhões de euros no setor financeiro desde a crise de 2008. Até ao final de 2025, apenas 8,9 mil milhões tinham sido recuperados, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas.
Os cerca de 540 diplomatas portugueses terão novos aumentos salariais no próximo ano. A valorização mensal varia entre 108 e 289 euros e completa a revisão remuneratória iniciada em 2025.