Pedro Nuno Santos chama “delinquentes” aos deputados do CHEGA

Em causa está o incidente com a deputada do PS Ana Sofia Antunes no plenário na quinta-feira, quando a deputada do CHEGA, Diva Ribeiro, acusou a socialista, que é invisual, de só conseguir “intervir em assuntos que, infelizmente, envolvem deficiência”.

© Folha Nacional

Pedro Nuno Santos acusou hoje o partido liderado por André Ventura de ser “um bando de delinquentes” que não respeita ninguém.

Em causa está o incidente com a deputada do PS Ana Sofia Antunes no plenário de quinta-feira, quando a deputada do CHEGA, Diva Ribeiro, acusou a socialista, que é invisual, de só conseguir “intervir em assuntos que, infelizmente, envolvem deficiência”.

“Eu já o disse uma vez e digo novamente. Nós temos um bando de delinquentes no Parlamento que não respeitam ninguém, nem os colegas de trabalho”, acusou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.

No entanto, para André Ventura, “se há partido que tem sofrido na pele esses ataques, esse partido é o CHEGA.

“Nunca houve nenhum líder tão insultado como o do CHEGA. E nunca houve nenhum partido tão insultado na Assembleia da República como o CHEGA”, declarou Ventura, em conferência de imprensa esta sexta-feira, no Parlamento.

Questionado se está disponível para equacionar um agravamento das sanções a deputados por conduta imprópria na Assembleia da República, tal como propõe o PS, o Presidente do CHEGA respondeu: “Estamos de acordo sobre tudo o que seja destinado a elevar o debate democrático. Mas nunca para perseguir os democratas e nunca para perseguir quem tem opiniões diferentes”.

Últimas de Política Nacional

O Governo decidiu pagar 4404 euros brutos mensais a cada um dos quatro consultores do grupo de trabalho para a reforma do Estado, num total de 17 616 euros por mês — salários acima dos cargos máximos da Administração Pública.
Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.
A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.
André Ventura arranca a campanha no terreno, em zonas fustigadas pelo mau tempo, prometendo proximidade às populações e um choque frontal com o discurso da estabilidade defendido pelo adversário.
O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Mais de 3,9 milhões de pessoas assistiram ao debate entre os candidatos presidenciais André Ventura e António José Seguro, e foi o mais visto de todos os debates, de acordo com a análise da Universal McCann.
O Governo avançou para uma limpeza silenciosa nas administrações hospitalares, afastando equipas com bons resultados para colocar dirigentes com ligações ao PSD e ao CDS. Em menos de um ano, quase 80% das novas nomeações recaem em nomes próximos do poder político.
A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais arranca oficialmente hoje, um dia após o debate entre António José Seguro e André Ventura, marcado pela discussão sobre saúde, legislação laboral, poderes presidenciais, regulação da imigração e política internacional.
O presidente da Comissão de Transparência, Rui Paulo Sousa, eleito pelo CHEGA, criticou hoje a deputada socialista Eva Cruzeiro por colocar em causa a isenção desta comissão, salientando que as audições obedecem sempre ao Regimento do parlamento.
A campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais arranca na quarta-feira e decorre até ao dia 6 de fevereiro, com André Ventura e António José Seguro na corrida a Belém.