Pedro Nuno Santos chama “delinquentes” aos deputados do CHEGA

Em causa está o incidente com a deputada do PS Ana Sofia Antunes no plenário na quinta-feira, quando a deputada do CHEGA, Diva Ribeiro, acusou a socialista, que é invisual, de só conseguir “intervir em assuntos que, infelizmente, envolvem deficiência”.

© Folha Nacional

Pedro Nuno Santos acusou hoje o partido liderado por André Ventura de ser “um bando de delinquentes” que não respeita ninguém.

Em causa está o incidente com a deputada do PS Ana Sofia Antunes no plenário de quinta-feira, quando a deputada do CHEGA, Diva Ribeiro, acusou a socialista, que é invisual, de só conseguir “intervir em assuntos que, infelizmente, envolvem deficiência”.

“Eu já o disse uma vez e digo novamente. Nós temos um bando de delinquentes no Parlamento que não respeitam ninguém, nem os colegas de trabalho”, acusou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.

No entanto, para André Ventura, “se há partido que tem sofrido na pele esses ataques, esse partido é o CHEGA.

“Nunca houve nenhum líder tão insultado como o do CHEGA. E nunca houve nenhum partido tão insultado na Assembleia da República como o CHEGA”, declarou Ventura, em conferência de imprensa esta sexta-feira, no Parlamento.

Questionado se está disponível para equacionar um agravamento das sanções a deputados por conduta imprópria na Assembleia da República, tal como propõe o PS, o Presidente do CHEGA respondeu: “Estamos de acordo sobre tudo o que seja destinado a elevar o debate democrático. Mas nunca para perseguir os democratas e nunca para perseguir quem tem opiniões diferentes”.

Últimas de Política Nacional

O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".
O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que os responsáveis pela invasão do seu gabinete devem ser afastados "da Assembleia da República e da vida política".
O Presidente do CHEGA voltou a pedir a demissão do ministro da Administração Interna e a intervenção do Presidente da República, considerando que as polémicas com Luís Neves estão a levar a uma "degradação da autoridade do Estado".
A escolha é entre André Ventura, do CHEGA, e Luís Montenegro, do PSD. Para os inquiridos da última sondagem da Aximage, André Ventura ocupa o primeiro lugar no pódio, com 44% dos inquiridos a considerá-lo o Líder da direita em Portugal. Em segundo lugar surge Luís Montenegro, atual Primeiro-ministro, com 43% dos votos.
O CHEGA questionou hoje a ministra da Justiça sobre as razões para que o material químico apreendido pela Polícia Judiciária que estava no atrelado guardado por uma empresa de construção civil de Barcelos não ter sido destruído.
É a André Ventura que os inquiridos da sondagem da Aximage atribuem o título de principal figura da oposição ao Governo em Portugal.
Questionados sobre a carta que o Líder do CHEGA endereçou ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tendo como objeto a demissão do ministro Luís Neves, 59% dos inquiridos da sondagem Aximage afirmam concordar com a posição e atuação de André Ventura.