No dia em que morreram oito pessoas, INEM não atendeu 80% das chamadas  

Três meses após o caos vivido no INEM, que pode ter sido associado a 12 mortes, uma análise detalhada aos dados, realizada pelas autoridades de saúde, indica que, na tarde de 4 de novembro, foram registadas oito dessas 12 mortes associadas aos atrasos do INEM, sendo que, nesse dia, oito de cada dez chamadas ficaram por atender.

©INEM

Os dados revelados pela CNN Portugal sugerem a possibilidade de uma ligação entre as falhas e as mortes, algo que terá de ser confirmado pelos relatórios que estão a ser elaborados para cada caso.

Esses dados são detidos pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), que investiga o período entre 31 de outubro e 4 de novembro.

Os técnicos de emergência pré-hospitalar estavam em greve às horas extraordinárias desde o dia 30 de outubro, embora o acordo coletivo da classe preveja o cumprimento de serviços mínimos no INEM.

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