Casais com ambos desempregados aumentam 3,0% em junho para 5.369

O número de casais com ambos os elementos desempregados subiu para 5.369 em janeiro, num aumento de 3,0% em termos homólogos, anunciou hoje o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

© D.R.

“Do total de desempregados casados ou em união de facto, 10.738 (8,1%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Serviço de Emprego, totalizando 5.369 casais desempregados, em janeiro de 2025, o que representa +1,9%, quando comparado com o período homólogo do ano anterior”, afirmou o IEFP no relatório hoje divulgado.

Face a dezembro, a subida foi de 1,9%.

Há já vários anos que os casais nesta situação de duplo desemprego têm direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego, quando tenham dependentes a cargo.

No final de janeiro, estavam registados nos serviços de emprego do continente 337.605 desempregados, dos quais 39,2% eram casados ou viviam em situação de união de facto, num total de 132.564 trabalhadores.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o desemprego registado aumentou 4,7%.

Do total de desempregados registado, 349.338 estão inscritos nos centros de emprego, representando subidas de 4,3% em termos homólogos e de 4,1% em cadeia.

Últimas de Economia

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.