Homem detido na Grande Lisboa por agredir companheira tinha mais de 50 armas em casa

Um homem foi detido quinta-feira no âmbito de uma investigação por violência doméstica contra a companheira, anunciou hoje a GNR, que apreendeu ao detido mais de 50 armas numa residência em Odivelas, distrito de Lisboa.

©D.R.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica pela GNR do posto de Colares, em Sintra, no distrito de Lisboa, os militares verificaram que o agressor, com 25 anos, “infligia violência física e psicológica e ameaças, com recurso as armas de fogo, contra a sua companheira, uma mulher com 26 anos”, revelou a Guarda, numa nota.

Durante a investigação, a GNR cumpriu 14 buscas em Odivelas, também no distrito de Lisboa, uma das quais domiciliária e 13 em anexos da residência, durante as quais apreendeu ao detido mais de 50 armas.

Foram apreendidas 16 pistolas, três revólveres, três caçadeiras, uma espingarda de assalto e 11 armas de ar comprimido, além de 1.420 munições e 51 cartuchos.

A GNR apreendeu ainda ao suspeito de violência doméstica 17 facas, quatro punhais, duas bestas e seis flechas.

Segundo a GNR, os dados da investigação foram remetidos ao Tribunal de Sintra.

A violência doméstica é um crime público que pode ser denunciado por qualquer cidadão no Portal Queixa Eletrónica (https://queixaselectronicas.mai.gov.pt), através do número de emergência 112, em qualquer posto da Guarda ou nas esquadras da PSP.

Últimas do País

Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%, divulga hoje o Eurostat.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.