Venda de medicamentos em Portugal cresce 4,7% em 2024 para 3.400 milhões

A venda de medicamentos em Portugal cresceu 4,7% em 2024, atingindo os 3.400 milhões de euros, fruto também de um aumento do número de embalagens vendidas, que subiu 4,9%, segundo dados hoje divulgados pela Informa D&B.

© DR

Segundo uma análise setorial da consultora, o valor — apurado a preços de venda ao público — “foi particularmente impulsionado pelas vendas de medicamentos genéricos”, que, com uma subida de 16%, aumentaram o seu peso total para 26%.

Em 2024 foram vendidas em Portugal 193 milhões de embalagens de medicamentos, mais 4,9% de um valor que inclui as encomendas do Serviço Nacional de Saúde.

As 37 principais empresas do setor da distribuição de produtos farmacêuticos contavam, em 2024, com 2.027 trabalhadores, numa média de 55 funcionários por companhia.

Nesse sentido, a consultora regista que é um setor em que “predominam as empresas de reduzida dimensão, sendo apenas seis as que empregavam mais de 50 trabalhadores em 2023”.

O setor viu um aumento do número de trabalhadores pela primeira vez desde 2018 e encontra-se mais localizado nos distritos de Lisboa (16 empresas) e do Porto (sete empresas).

Últimas de Economia

As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou 1,3 pontos percentuais em agosto, face ao mesmo mês de 2025, para 3,3%, sobretudo devido aos preços da energia, com Portugal a registar 3,6%, acima da média.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 706,1 milhões de euros até julho, um aumento de 140,7 milhões de euros face ao mês anterior, de acordo com a síntese da execução orçamental hoje revelada.
A inflação na Alemanha acelerou para 2,9% em agosto, impulsionada pelo aumento dos preços da energia, reforçando as expectativas de uma subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) em setembro.
A estimativa rápida da inflação aponta para uma atualização das rendas até 2,56% no próximo ano, acima dos 2,24% aplicáveis em 2026. Quem paga atualmente 1.000 euros por mês poderá desembolsar mais 25,60 euros.
Taxa acelera novamente em agosto e fica três décimas acima do valor registado em julho, segundo a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística.
A prestação da casa vai subir em setembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da DECO PROteste.