FMI alerta que tarifas podem ter maior impacto indireto na América Latina

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, podem ter maior impacto indireto para a América Latina.

© D.R

“Embora as tarifas aplicadas à região sejam relativamente baixas, uma desaceleração do crescimento mundial poderá afetar a procura de produtos básicos e ter maiores efeitos indiretos para a América Latina através dos preços” dos mesmos e da “depreciação da taxa de câmbio”, afirmou o diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Rodrigo Valdés.

O responsável participou numa conferência de imprensa sobre as previsões de crescimento da região, por ocasião dos encontros de primavera entre o FMI e o Banco Mundial que se realizaram esta semana em Washington.

No seu relatório de perspetivas económicas globais, divulgado na terça-feira, o FMI prevê que o crescimento dos países da região abrandará de 2,4% em 2024 para 2% este ano.

Valdés apontou “o abrandamento do crescimento mundial, a elevada incerteza, o impacto das tarifas e o endurecimento das políticas nacionais em alguns países” como algumas das razões para o crescimento moderado da região.

Em 09 de abril, o presidente norte-americano anunciou uma pausa de 90 dias na aplicação de tarifas adicionais aos seus parceiros comerciais que tinha anunciado dias antes.

Ainda assim, a tarifa global de 10% que se manteve em vigor e a tarifa de 145% para a China, que não foi incluída nesta redução tarifária, podem ter consequências para a região, concluiu o FMI.

Últimas de Economia

O preço por litro do gasóleo deverá aumentar 15 cêntimos e o da gasolina avançar 12 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Os preços homólogos da produção industrial aumentaram 5,8% na zona euro e 5,6% na União Europeia (UE) em julho, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Quase metade dos europeus só consegue comprar o equivalente a um apartamento com até 50 metros quadrados, revela um novo estudo da Universidade Técnica de Viena, que inclui o mercado de habitação português entre os "sistematicamente inacessíveis".
A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, para 1,59%, tendo o montante de novas operações de depósito atingido um máximo histórico, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.