Moscovo admite encontro entre Putin e Zelensky depois de estabelecidos acordos

Um encontro entre os Presidentes russo e ucraniano será possível desde que Moscovo e Kiev tenham chegado previamente a "acordos", admitiu hoje o Kremlin, um dia depois das primeiras conversações de paz diretas entre as duas partes desde 2022.

©️ D.R.

“Essa reunião, fruto do trabalho de ambas as partes e da conclusão de acordos, é possível. Mas apenas após acordos entre as duas partes”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

Na sexta-feira, a delegação ucraniana propôs aos russos a realização de uma cimeira entre os dois líderes para encontrar uma saída para o conflito, tendo Moscovo afirmado ter “tomado nota” da proposta.

Moscovo adiantou, por outro lado, que as novas conversações com a Ucrânia só serão possíveis depois de concluída a troca de prisioneiros anunciada por ambas as partes na sexta-feira.

“O que as delegações acordaram ontem [sexta-feira] continua por fazer”, adiantou Peskov, acrescentando que a primeira coisa a fazer é a troca de prisioneiros.

“Concordámos em trocar listas de condições para um cessar-fogo. A parte russa vai preparar e entregar essa lista e vai trocá-la com a parte ucraniana”, disse Peskov, antes de avisar que as próximas negociações vão decorrer numa atmosfera de secretismo.

O que será incluído exatamente “não deverá ser anunciado. As negociações vão continuar, mas serão realizadas à porta fechada”, disse o representante do Kremlin, em comentários relatados pela agência de notícias russa TASS.

Ainda sobre a possível cimeira entre Putin e Zelensky, o porta-voz da presidência russa reforçou que “esta reunião pode ter lugar graças ao trabalho conjunto das delegações de ambas as partes, depois de alcançados determinados acordos”, sem especificar exatamente a que acordos se referia.

Por último, o porta-voz do Kremlin considerou essencial que a Ucrânia clarifique a composição das suas futuras delegações de negociação.

Últimas do Mundo

Subornos de milhões e abuso de poder ditam sentença máxima. Estado confisca bens e direitos políticos.
O Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) recomendou, em 2025, a recuperação de 597 milhões de euros ao orçamento da União Europeia (UE), na sequência de investigações a fraudes e irregularidades, revela o relatório anual hoje divulgado.
Um violento sismo de magnitude 7,4 atingiu hoje o norte do Japão, anunciou a Agência Meteorológica Japonesa (JMA), que emitiu um alerta de tsunami prevendo ondas que podem atingir três metros.
O preço do cacau voltou a ultrapassar os 3.500 dólares por tonelada (cerca de 2.966 euros), o valor mais alto desde meados de fevereiro, impulsionado pelas tensões geopolíticas, pela desvalorização do dólar e por uma menor procura.
Cinco pessoas foram detidas, quatro em Espanha e uma no Brasil, numa operação policial conjunta que desmantelou um grupo transnacional dedicado ao transporte aéreo de cocaína entre os dois países, anunciaram hoje as autoridades brasileiras e espanholas.
A população da União Europeia (UE) deverá diminuir 11,7% (53 milhões de pessoas) entre 2025 e 2100, segundo uma projeção hoje divulgada pelo Eurostat.
A Filial do DBS Bank em Hong Kong comprou seis pisos do arranha-céus The Center por 2,62 mil milhões de dólares de Hong Kong (285 milhões de euros), na maior transação de escritórios registada este ano na região.
A emissora pública britânica BBC revelou hoje um esquema fraudulento utilizado para obter asilo no Reino Unido, através do qual requerentes alegam ser homossexuais e estar sujeitos a perseguição legal ou social nos respetivos países de origem.
Um português de 41 anos foi brutalmente atacado com uma faca por um homem de origem marroquina, após tentar impedir atos de vandalismo, ficando com um corte profundo no rosto.
Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.