PSI sobe para novo máximo de quase 11 anos

A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura e negociava em alta, com o PSI a subir para máximos de quase 11 anos e a Galp a valorizar-se 3,20% para 14,49 euros.

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Cerca das 09:50 em Lisboa, o PSI invertia a tendência da abertura e subia 0,32% para 7.411,92 pontos, com seis ‘papéis’ a subir, oito a descer e um a manter a cotação (Altri em 5,31 euros).

Às ações da Galp seguiam-se as da Mota-Engil, EDP e Sonae, que subiam 1,07% para 4,54 euros, 0,77% para 3,54 euros e 0,66% para 1,23 euros.

Mais moderadamente, as ações dos CTT e da EDP Renováveis valorizavam-se 0,41% para 7,43 euros e 0,11% para 8,85 euros.

Em sentido contrário, as ações da Sempa, BCP e Jerónimo Martins recuavam 1,02% para 17,44 euros, 0,76% para 0,68 euros e 0,63% para 22,02 euros.

Com a mesma tendência, as ações da Ibersol, Navigator e Corticeira Amorim recuavam 0,40% para 9,94 euros, 0,29% para 3,43 euros e 0,26% para 7,70 euros.

As outras duas ações que desciam eram as da REN e da NOS, que se desvalorizavam 0,17% para 2,93 euros e 0,13% para 3,85 euros.

As principais bolsas europeias abriram hoje mistas, pendentes do aumento das tarifas sobre o aço e o alumínio, numa semana em que haverá reunião do BCE que deverá resultar numa nova descida da taxa diretora de 0,25 pontos.

Na quarta-feira, as tarifas sobre o aço e o alumínio vão subir de 25% para 50%, e no dia seguinte, o BCE (Banco Central Europeu) reúne-se de novo, com os mercados a anteciparem uma nova descida de 0,25 pontos percentuais da taxa diretora.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o chefe das negociações comerciais e ministro da Economia do Japão, Ryosei Akazawa, reúnem-se em Washington para negociar as tarifas que a Casa Branca quer aplicar ao país asiático, numa altura em que esta política comercial agressiva está a ser questionada pelos tribunais norte-americanos.

Os futuros de Wall Street estão a cair 0,74% para o Nasdaq, 0,67% para o S&P 500 e 0,61% para o Dow Jones Industrials, depois de os três índices terem terminado a sexta-feira mistos e quase sem alterações.

Entre a agenda macroeconómica do dia, destaca-se a divulgação dos índices PMI e ISM da indústria transformadora dos EUA, relativos a maio, que deverão confirmar que a atividade neste setor continuou a contrair-se em relação a abril na maioria das economias desenvolvidas.

Na Ásia, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou a cair 1,32%, enquanto as bolsas de Xangai e Shenzhen não negociaram hoje devido ao feriado nacional.

Por sua vez, o ouro por onça troy, um ativo de refúgio, estava a subir para 3.357,61 dólares, contra 3.289,25 dólares na sexta-feira e o atual máximo histórico, de 3.414,65 dólares, verificado em 21 de abril.

O preço do petróleo Brent para entrega em julho, a referência na Europa, subia 1,50% para 64,24 dólares por barril, contra 62,78 dólares na sexta-feira.

O euro estava a avançar para 1,1418 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1347 dólares na sexta-feira e 1,1509 dólares em 21 de abril, um novo máximo desde 12 de novembro de 2021.

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