Taxa de desemprego baixa para 6,3% em abril

A taxa de desemprego situou-se nos 6,3% em abril, recuando 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior e ao período homólogo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

Segundo as “Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego”, em abril “a taxa de desemprego foi estimada em 6,3%, valor inferior em 0,1 p.p. ao dos três períodos de comparação: mês anterior, três meses antes e período homólogo”.

Já a taxa de subutilização do trabalho terá sido, segundo as estimativas provisórias do INE, 10,6%, inferior à do mês anterior e de três meses antes em 0,2 p.p. e inferior à do mês homólogo em 0,4 p.p..

Segundo o INE, em abril de 2025, a população ativa, de 5,565 milhões “alcançou o valor mais elevado desde fevereiro de 1998”.

A população ativa aumentou assim, relativamente a março em 0,5%, a janeiro em 0,8% e a abril de 2024 em 2,9%.

Já a população empregada, de 5,216 milhões, aumentou em relação ao mês anterior em 0,6%, a três meses antes em 1% e ao mês homólogo em 3%.

Por sua vez, a população desempregada, de 349 mil, registou um decréscimo em relação ao mês anterior, de 1,2%, e a três meses antes, de 1,7%, tendo aumentado relativamente ao mesmo mês de 2024, em 0,8%.

Já a população inativa (2.450 milhões) diminuiu em relação ao mês anterior, em 0,9%, a três meses antes, em 1% e ao mês homólogo, em 1,8%.

Em abril, adiantou o INE, “a taxa de desemprego de mulheres (6,9%) superou a de homens (5,6%) em 1,3 p.p., enquanto a taxa de desemprego de jovens, estimada em abril de 2025 em 19,7%, atingiu o valor mais baixo desde junho de 2023 (18,4%)”.

O Instituto deu ainda conta das estimativas definitivas para março, que apontam para uma taxa de desemprego de 6,4%.

Últimas de Economia

O CHEGA apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 que pretende impedir o acesso à habitação pública por pessoas condenadas por crimes graves. A iniciativa coloca em discussão os critérios de atribuição de casas financiadas com dinheiro público e a possibilidade de a existência de condenações criminais influenciar o acesso a estes apoios.
Enquanto milhares de famílias portuguesas enfrentam dificuldades para pagar as contas, suportar os encargos da habitação e fazer face ao aumento do custo de vida, os cinco maiores bancos do país acumulam lucros milionários.
Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.