Utentes dos Transportes Públicos do Seixal pede audiência urgente com a Transtejo

A Comissão de Utentes dos Transportes Públicos do Seixal pediu uma reunião de urgência com a administração da Transtejo Soflusa, face ao “sistemático incumprimento de horários e de ligações suprimidas nas ligações fluviais entre o Seixal e Lisboa”.

©D.R.

Durante o mês de maio, a travessia fluvial entre o Seixal, no distrito de Setúbal, e o Cais do Sodré, em Lisboa, sofreu vários constrangimentos, quer no período da manhã quer no período da tarde. As sucessivas supressões de barcos na ligação Seixal-Lisboa estão a levar utentes a desistir deste tipo de transporte e os que permanecem dizem sentir que não existe uma garantia diária de chegar a horas aos seus empregos. Estes foram alguns dos sentimentos transmitidos à agência Lusa no início de maio por utentes do transporte fluvial entre as duas margens realizado pela Transtejo Soflusa, um tema que tem sido amplamente abordado nas redes sociais por vários passageiros, bem como por comunicados da Comissão de Utentes da ligação Seixal-Cais do Sodré e por declarações do autarca do Seixal.

Os protestos intensificaram-se com a alteração dos horários que entrou em vigor a 2 de maio, com o anúncio do reforço da operação 100% elétrica. Em 5 de maio, a comissão de Utentes dos Transportes Públicos do Seixal emitiu um comunicado a criticar o novo horário do transporte fluvial, alertando que implicou o corte de duas ligações entre as duas margens no período da manhã. “Além de manter exatamente o mesmo número de ligações em ambos os sentidos, seja nos dias úteis, seja aos sábados, domingos e feriados, conseguiu o feito de cortar uma ligação na ponta da manhã Seixal-Lisboa (Cais do Sodré) e outra Lisboa-Seixal”, referia a comissão em comunicado.

No dia 8 de maio, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, solicitou uma audiência à Transtejo Soflusa, “com a máxima brevidade”, para que sejam encontradas soluções para a perturbação do serviço fluvial entre o Seixal e Lisboa, estando a mesma agendada para o dia 11 de junho.

Esta terça-feira, a Transtejo anunciou no seu site nova perturbação de serviço às primeiras horas da manhã, “por motivo de constrangimentos técnicos na frota”.

A Transtejo Soflusa (TTSL) é a empresa responsável pela ligação fluvial entre o Seixal, Montijo, Cacilhas, Barreiro e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa. Em 2024, a TTSL transportou na ligação fluvial entre o Seixal e Lisboa um total de 1.040.043 passageiros.

Últimas do País

Dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência, violência doméstica ou outras experiências adversas semelhantes durante a infância, segundo um inquérito divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) cumpre hoje um dia de greve e uma manifestação junto à cadeia do Porto, por entender que a portaria sobre carreiras está aquém do negociado.
Três suspeitos escaparam antes da operação da Polícia Judiciária. Um terá conseguido quase 200 mil euros e outro transferiu cerca de 40 mil euros para contas no Brasil. Nove arguidos estão a ser julgados em Cascais.
Uma aterragem inesperada numa herdade em Serpa está a ser investigada pelas autoridades. O piloto terá pedido aos trabalhadores que não chamassem a polícia, abandonou o local de táxi e deixou uma carteira com documentos e dois mil euros.
Quase 13 mil residências foram alvo de furto num único ano. PSP e GNR registaram, em conjunto, uma média superior a 35 ocorrências por dia, apesar de os números terem descido face ao ano anterior.
O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.