Tradicional Natal do Rossio ameaçado por acampadas pela Habitação pode vir a ser cancelado

Participantes da Acampada consideram o Mercado de Natal um “problema irrisório” e garantem que só abandonarão a praça quando assim entenderem. A posição ameaça criar um impasse em torno de uma tradição que atrai famílias, turistas e clientes ao comércio da Baixa lisboeta.

© D.R.

O tradicional Mercado de Natal do Rossio enfrenta um possível impasse devido à insistência dos participantes da Acampada pela habitação em permanecer na Praça D. Pedro IV, em Lisboa, precisamente quando se aproxima a data prevista para a instalação das estruturas natalícias.

A chamada Acampada de Lisboa, presente no Rossio desde 17 de outubro, já deixou claro que não pretende abandonar o espaço para facilitar a realização do evento.

Mais polémicas foram as declarações de Teresa Mamede, porta-voz do movimento, que classificou o Mercado de Natal como um “problema irrisório”.

“Sair desta praça é uma decisão que cabe ao movimento e sairemos quando sairmos, se sairmos, nos nossos termos”, afirmou à agência Lusa.

A posição evidencia a dificuldade de conciliar a ocupação prolongada de uma das praças mais emblemáticas da capital com outras atividades que também dependem daquele espaço público.

Enquanto os manifestantes insistem em permanecer no Rossio, aproxima-se a época natalícia, particularmente importante para os comerciantes da Baixa, que dependem da circulação de visitantes e consumidores.

O Rossio Christmas Market, promovido pela Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, tem abertura prevista para 13 de novembro e inclui bancas de artesanato, doces tradicionais, a Casa do Pai Natal e o habitual comboio de Natal.

A permanência das tendas e das estruturas associadas aos protestos poderá dificultar a montagem e a organização do mercado, obrigando as entidades responsáveis a encontrar uma solução.

A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina já manifestou preocupação com incidentes registados na zona dos protestos, defendendo que o direito à manifestação não deve comprometer a segurança das pessoas, dos bens e das atividades económicas.

O que permanece por esclarecer é de que forma será possível montar e realizar o mercado caso os manifestantes mantenham a posição de não abandonar o local.

A recusa dos participantes em desmobilizar mantém a incerteza sobre a convivência entre os protestos e a programação natalícia.

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