Guardas prisionais exigem 4 milhões a Mamadou Ba: “Basta de acusações infundadas”

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) anunciou esta semana a apresentação de uma queixa-crime contra o ativista Mamadou Ba, acusando-o de difamação e calúnia com publicidade. Em causa está uma publicação feita por Ba nas redes sociais, na qual levanta suspeitas graves sobre a conduta dos guardas prisionais relativamente à morte de um recluso negro na prisão do Linhó, em Cascais.

© LUSA/MIGUEL A. LOPES

Na publicação, datada de 22 de maio, Mamadou Ba expressa “dificuldade em acreditar” que mortes de pessoas negras sob custódia sejam resultado de suicídio ou causas naturais, sugerindo que a probabilidade de serem assassinadas “pela violência dos guardas prisionais” é maior. Estas declarações levaram o sindicato a reagir com firmeza, considerando as acusações como atentatórias à honra de todo o corpo da guarda.

“Não podemos permitir que se lancem suspeitas infundadas sobre profissionais que arriscam diariamente a vida para manter a ordem e a segurança nas prisões portuguesas”, afirmou Frederico Morais, presidente do SNCGP. O sindicato representa cerca de 4.000 guardas prisionais e exige uma indemnização simbólica de mil euros por cada profissional visado, totalizando um pedido de quatro milhões de euros.

De acordo com o comunicado do sindicato, o valor, caso venha a ser atribuído, será doado às alas pediátricas dos Institutos Portugueses de Oncologia de Lisboa e Porto, reforçando o compromisso social da classe. “Esta ação não é por vingança, é por justiça e por princípios”, declarou Morais.

A morte do recluso em questão foi investigada pela Polícia Judiciária, com autópsia realizada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, que não apontou indícios de crime.

Mamadou Ba já é conhecido por declarações polémicas sobre as forças de segurança e o sistema judicial.

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