Sindicato da PSP alertou MAI para problema dos suicídios na polícia

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia alertou hoje a tutela para o problema dos suicídios na PSP, questionando sobre o que está a ser feito para combater este fenómeno, uma vez que a atual estratégia não está a resultar.

© Facebook/PSP

Num ofício enviado à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e com conhecimento do diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) lembra o que foi feito e anunciado para prevenir os suicídios nas forças de segurança, mas que até ao momento não tem surtido efeito.

Em declarações à Lusa, o presidente da ASPP, Paulo Santos, explicou que este ofício teve como objetivo alertar para o que está a acontecer e tentar saber o que tem sido feito para minimizar o problema.

Ressalvando que o sindicato não quer ser alarmista devido às “dificuldades e sensibilidade da matéria”, Paulo Santos salientou que “não se vislumbra da parte da PSP um trabalho prático”.

“A PSP tem um gabinete de psicologia e tem uma estratégia, mas não está ter resultados”, disse, defendendo que a tutela devia chamar os sindicatos para a falar do problema.

No ofício, a ASPP recorda a tutela que já apresentou uma queixa junto da Organização Internacional do Trabalho e participou em seminários e conferências sobre a matéria e esteve em reuniões de trabalho com a conclusão e entrega de propostas acerca do plano de prevenção dos suicídios, além de alertar “de forma permanente para importância das condições de trabalho”.

O maior sindicato da polícia dá também conta de que, em agosto de 2024, o Governo criou grupos de trabalho para implementação, criação e monitorização do programa estruturado de saúde mental e de prevenção do suicídio para as forças de segurança e, no início do ano, foi constituído um grupo de análise retrospetiva dos suicídios nas polícias.

Segundo Paulo Santos, estas medidas do Governo ainda não obtiveram resultados.

Vários estudos indicam que o suicídio em Portugal é tendencialmente superior na Guarda Nacional Republicana e na Polícia de Segurança Pública em comparação com as taxas verificadas para a população em geral.

Últimas do País

As 9,72 bitcoins foram transferidas para uma carteira criada no âmbito da apreensão e desapareceram em quatro movimentos. O casal acabou absolvido, o tribunal mandou devolver os ativos e, quase oito anos depois, continua por esclarecer quem lhes conseguiu aceder.
A Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da GNR apreendeu hoje em Setúbal cerca de 400 quilos de cocaína e deteve um homem suspeito de envolvimento numa alegada operação de desembarque de droga, informou aquela polícia.
Todas as semanas a Guarda Nacional Republicana (GNR) interceta cerca de 280 condutores com taxas de alcoolemia consideradas crime, num total acumulado de 8.438 detenções entre 01 de janeiro e 31 de julho.
A PSP recolheu este ano, em dois meses, 265 armas de fogo e quase seis mil munições e cartuchos, mais do que nas operações realizadas nos dois últimos anos, avançou hoje esta polícia.
A GNR anunciou hoje que dois homens de 23 e 55 anos, de Vila do Conde, foram constituídos arguidos pelo crime de contrafação de marcas conhecidas, tendo apreendido artigos avaliados em cerca de 40 mil euros.
Noite entre amigos terminou em tragédia. Uma pistola de calibre 6,35 milímetros terá disparado acidentalmente enquanto era manuseada dentro de um café. Jovem foi atingido na cabeça e luta pela vida nos Cuidados Intensivos do Hospital de Braga.
Quase 1500 processos chegaram à PSP e à GNR em apenas seis meses, mas as autoridades admitem que o instinto dos pais de protegerem os filhos pode estar a esconder uma realidade muito maior.
Registos foram reorganizados e quase 170 mil inscritos ficaram fora do universo elegível. Ainda assim, mais de 1,36 milhões de utentes que cumprem os critérios continuam à espera de um médico.
Pontos que não aparecem, ofertas que falham e problemas com campanhas estão entre as principais razões de queixa. Setor soma praticamente tantas reclamações em oito meses como em todo o ano passado.
O tempo de espera para primeira observação de doentes urgentes no Hospital Amadora-Sintra era, na manhã de hoje, de quase 11 horas, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).