Trump admite baixar taxas se países receberem mais importações dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos admitiu hoje baixar as tarifas alfandegárias caso os países recebam mais importações norte-americanas, ameaçando aumentar as taxas se não o fizerem.

“Abdicarei sempre de pontos tarifários se conseguir que os grandes países abram os mercados aos Estados Unidos. Outro grande poder das tarifas. Sem elas, seria impossível conseguir que os países se abrissem”, escreveu Donald Trump, na sua rede social Truth Social.

Trump também celebrou os dois acordos comerciais com a Indonésia e o Japão, países que abriram “completamente e pela primeira vez” os mercados aos EUA, naquilo que considerou ser uma vitória relevante para as empresas dos três países, que “vão fazer uma fortuna”.

“Só reduzirei as tarifas se um país concordar em abrir o mercado. Se não, tarifas muito mais elevadas!”, afirmou, no final de uma série de publicações em que sublinhava a amplitude dos pactos, anunciados na terça-feira, com Jacarta e Tóquio, sobre os quais vai impor taxas de 19% e 15%, respetivamente, contra a ameaça inicial de 32% e 25%.

Trump anunciou e depois suspendeu aquilo a que chama “tarifas recíprocas” sobre os parceiros, numa altura em que procura reduzir o “grande défice comercial” dos EUA.

Na trégua tarifária, inicialmente terminada a 09 de julho e posteriormente prolongada até 01 de agosto, a administração norte-americana chegou a pactos com seis países: Reino Unido, China, Japão, Vietname, Indonésia e Filipinas.

Na ausência de novos acordos, o Presidente enviou cartas notificando dezenas de países com tarifas aduaneiras entre 20% e 50%, caso não se sentassem à mesa das negociações.

As conversações com a União Europeia prosseguem, embora Trump tenha insistido que a taxa de 30% anunciada a Bruxelas já foi decidida.

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