Número de passageiros nos aeroportos nacionais sobe 4,9% para 42 milhões até julho

O movimento de passageiros nos aeroportos portugueses cresceu 4,9% de janeiro a julho, em relação ao mesmo período do ano passado, mostram dados divulgados hoje pelo INE.

© D.R.

Segundo as estatísticas rápidas do transporte aéreo publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), passaram pelos aeroportos nacionais 42 milhões de passageiros.

“Entre janeiro e julho de 2025, o número de passageiros movimentados aumentou 4,9% e o movimento de carga e correio cresceu 2,6% (+4,7% e +14,0% no mesmo período de 2024, pela mesma ordem)”, indica o INE.

O Reino Unido foi o principal país de origem e de destino dos voos, considerando o volume de passageiros desembarcados e embarcados nos voos internacionais nos primeiros sete meses de 2025.

Registou-se um “crescimentos no número de passageiros desembarcados (+2,9%) e embarcados (+2,6%) face ao mesmo período de 2024”, situa o INE.

Em sentido contrário, “França registou decréscimos no número de passageiros desembarcados (-1,5%) e embarcados (-1,3%) e ocupou a 2.ª posição.

Espanha, Alemanha e Itália ocuparam a 3.ª, 4.ª e 5.ª posições, respetivamente, como principais países de origem e de destino”, refere o INE.

A infraestrutura aeroportuária da capital concentra quase metade dos movimentos dos primeiros sete meses do ano.

“O aeroporto de Lisboa movimentou 49,1% do total de passageiros (20,6 milhões), +3,0% comparando com o período homólogo de 2024. O aeroporto de Faro registou um crescimento de 7,3% no movimento de passageiros (cerca de seis milhões, 14,2% do total) e o aeroporto do Porto concentrou 22,8% do total de passageiros movimentados (9,6 milhões) e aumentou 5,5%”, refere o INE, no balanço sobre o período de janeiro a julho.

Quanto a carga e correio, registou-se um acréscimo de 2,6% entre janeiro e julho, que totalizou 148,2 mil toneladas.

“O movimento de mercadorias no aeroporto de Lisboa representou 78,0% do total, atingindo 115,6 mil toneladas (+4,0% face ao mesmo período de 2024). No conjunto dos restantes aeroportos, o movimento de carga e correio diminuiu 1,9%”, refere o instituo estatístico.

Só em julho passaram pelos aeroportos 7,6 milhões de passageiros, um aumento de 5,2% em termos homólogos.

Apesar de a trajetória de crescimento de julho ser superior a 5%, no mês anterior a diferença em relação ao período homólogo tinha sido superior. Em junho, o número de passageiros tinha crescido 6%.

Relativamente aos movimentos de carga e correio, os dados do INE mostram que, em julho, circularam 22,8 mil toneladas, um aumento de 3,2% em relação a julho do ano passado. Também neste segmento se regista um abrandamento do nível de crescimento. Em junho, carga e correio tinham crescido 3,9% em termos homólogos.

As estatísticas do INE fazem a conta aos movimentos nas infraestruturas aeroportuárias de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada, Madeira, Porto Santo, Beja, Horta, Flores, Santa Maria, Terceira, Pico, Graciosa, São Jorge, Corvo, Portimão, Bragança, Cascais, Vila Real e Viseu.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.