Bolsonaro recebe alta hospitalar e regressa para prisão domiciliária

O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro recebeu hoje alta hospitalar após passar a noite internado e regressou à sua residência, onde se encontra em prisão domiciliária por incumprimento de medidas cautelares.

©Facebook de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi internado de urgência na terça-feira “devido a quadro de vómitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope”, lê-se no boletim médico divulgado pela imprensa local.

Hoje, a unidade de saúde em Brasília, onde se encontra, declarou que Jair Bolsonaro tem um problema renal e que iria permanecer hospitalizado. O novo boletim médico indica que “apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa”.

O hospital reforçou, contudo, que “o laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’, em duas das oito lesões removidas”.

Por essa razão, necessitará “de acompanhamento clínico e reavaliação periódica”.

Esta foi a segunda vez em menos de uma semana, que o ex-Presidente, de 70 anos, se deslocou ao mesmo centro médico, depois de, no domingo passado, ter sido submetido a um procedimento médico para remover cirurgicamente oito lesões cutâneas.

A saída tinha sido autorizada previamente pelo juiz Alexandre de Moraes, relator dos processos de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliária.

O ex-Presidente brasileiro tem enfrentado nos últimos anos vários problemas no aparelho digestivo, resultantes das sequelas da facada que sofreu num comício durante a campanha presidencial de 2018.

Em abril, foi submetido a uma longa operação para tratar uma obstrução intestinal, que o manteve internado durante três semanas.

Na quinta-feira, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal ter formado maioria para condenar o ex-Presidente por tentativa violenta de abolição do Estado de Direito Democrático, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património.

Bolsonaro foi ainda considerado culpado de liderar a organização julgada criminosa.

Últimas do Mundo

Um rapaz sírio de 17 anos suspeito de planear uma ação terrorista inspirada na ideologia do grupo Estado Islâmico (EI) foi colocado em prisão preventiva na Alemanha, anunciaram hoje as autoridades judiciais alemãs.
Os passageiros aéreos não terão direito a indemnização caso o cancelamento do voo se deva à escassez de querosene, segundo orientações hoje adotadas pela Comissão Europeia, que proíbem a aplicação de taxas adicionais sobre bilhetes.
Um barco intercetado na semana passada ao sul das ilhas Canárias levava 30,2 toneladas de cocaína a bordo, o maior carregamento desta droga jamais apreendido numa única operação policial em todo o mundo, disseram hoje as autoridades espanholas.
O presidente da companhia aérea 'low-cost' Ryanair exigiu hoje a proibição do consumo de álcool de madrugada nos aeroportos, afirmando que a transportadora é obrigada a desviar quase um avião por dia devido ao comportamento inadequado de alguns passageiros.
Um estudante de 13 anos invadiu, na terça-feira, uma escola pública na cidade brasileira de Rio Branco e disparou indiscriminadamente contra várias pessoas, deixando dois mortos e cinco feridos, informa fontes oficiais.
A Meta está a implementar uma nova forma de deter utilizadores com menos de 13 anos nas suas redes sociais Instagram e Facebook, analisando a estrutura óssea através de inteligência artificial (IA).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou hoje um segundo caso de hantavírus no cruzeiro que está de quarentena em Cabo Verde e revelou que há outros cinco casos suspeitos.
Portugal vai redistribuir mais de 2,5 mil milhões de euros de fundos europeus. A decisão foi divulgada pela Comissão Europeia no âmbito da revisão da política de coesão.
Pelo menos duas pessoas morreram hoje e duas ficaram gravemente feridas depois de um carro ter atropelado várias pessoas em Leipzig, no leste da Alemanha, disse a polícia citada por meios de comunicação locais.
Amesterdão tornou-se a primeira capital do mundo a proibir publicidade no espaço público a produtos de carne e combustíveis fósseis, numa decisão que está a gerar forte controvérsia e críticas sobre o papel das autoridades públicas na definição de hábitos e estilos de vida.