Estruturas da PSP e GNR viram costas a Montenegro após defesa do CHEGA

O gesto ocorreu após o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter desmentido o líder parlamentar, Pedro Pinto, sobre a falta de apoio às forças de segurança, provocando indignação entre os profissionais que se sentiram desvalorizados pelo Governo.

© Folha Nacional

Dezenas de agentes da PSP e guardas da GNR abandonaram as galerias do Parlamento após o primeiro-ministro desmentir a intervenção do líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, que acusou o Governo de não apoiar devidamente polícias, guardas e bombeiros.

O debate do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) começou esta segunda-feira no Parlamento. Pedro Pinto afirmou que o Executivo tem ignorado as reivindicações destas forças, denunciando a estagnação salarial, a ausência de valorização profissional e a falta de condições dignas para quem arrisca diariamente a vida em defesa dos portugueses.

“Em duas horas e meia de debate, o primeiro-ministro não teve uma única palavra para as nossas forças de segurança. Não há verbas para as forças de segurança, mas há para aumentar em 19% as pensões vitalícias dos ex-primeiros-ministros”, declarou o líder parlamentar do CHEGA.

A reação do primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi imediata, ao afirmar que “não é verdade” que o Governo desvalorize as forças de segurança. A resposta gerou indignação entre agentes e guardas, que se levantaram e abandonaram o plenário em protesto silencioso.

O protesto no Parlamento foi convocado por três estruturas: o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) e a Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG) — precisamente aquelas que não chegaram a acordo com o Governo, em julho de 2024, sobre o aumento do subsídio de risco.

A intervenção do deputado Pedro Pinto deu voz à insatisfação crescente das forças de segurança e evidenciou o “isolamento político de um Governo acusado de prometer valorização e entregar apenas promessas vagas”. O CHEGA reafirmou, assim, o seu compromisso em defender aqueles que “mantêm a ordem, a autoridade e a segurança num país cada vez mais injusto para quem trabalha e serve Portugal”.

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