Ex-adjunto da ministra da Justiça Catarina Sarmento (PS) apanhado em 13 grupos de abuso sexual de menores

Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto de uma ministra socialista, está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e por integrar 13 grupos de partilha de abuso sexual infantil.

© Folha Nacional

Paulo Abreu dos Santos, antigo adjunto da então ministra da Justiça Catarina Sarmento e Castro, está indiciado por integrar 13 grupos de partilha de conteúdos de abuso sexual de menores na plataforma Signal, num caso que continua a abalar o Ministério da Justiça.

Segundo o Expresso, a Polícia Judiciária suspeita que o advogado, de 38 anos, já se dedicava a este tipo de práticas em 2023, quando exercia funções no gabinete ministerial. O antigo adjunto está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e dois crimes de abuso sexual de criança.

A investigação aponta para um padrão continuado de recolha, armazenamento e partilha de ficheiros de cariz pornográfico envolvendo menores, sendo que parte da atividade criminosa poderá ter sido praticada a partir do computador profissional utilizado no gabinete do Ministério da Justiça.

De acordo com o semanário, terá sido precisamente o endereço IP associado ao Ministério da Justiça que permitiu às autoridades chegar ao suspeito, ligando a atividade digital ao então adjunto da tutela.

Nas buscas realizadas à residência de Paulo Abreu dos Santos, na Margem Sul, a Polícia Judiciária apreendeu computadores e telemóveis com conteúdos compatíveis com a prática de crimes sexuais contra crianças.

O antigo adjunto já admitiu estar arrependido e envergonhado por ter guardado perto de 600 ficheiros com imagens de abuso sexual de menores, mas continua em prisão preventiva desde dezembro, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter recusado o pedido para cumprir a medida de coação em prisão domiciliária com vigilância eletrónica.

A investigação teve origem num alerta das autoridades norte-americanas, que em 2024 sinalizaram à Polícia Judiciária a presença de utilizadores com números portugueses em grupos de partilha de abuso e exploração sexual de crianças nas plataformas Signal, Viber e Telegram. Um desses utilizadores, suspeitam os investigadores, seria Paulo Abreu dos Santos.

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