AIMA retira estatuto de proteção a 37 alunos em Coimbra que fugiram da Ucrânia

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) deu indicação à Universidade de Coimbra de que retirou o estatuto de proteção temporária a 37 estudantes estrangeiros que tinham sido acolhidos após fugirem da guerra na Ucrânia.

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“Dos estudantes inscritos no presente ano letivo, 37 receberam a indicação de que não mantêm o estatuto de proteção temporária”, afirmou fonte da assessoria da reitoria da Universidade de Coimbra, em resposta escrita enviada à agência Lusa, sem revelar a nacionalidade dos alunos afetados pela decisão da AIMA.

No domingo, o jornal Público noticiou que o Estado tinha intenção de cancelar o estatuto a um grupo de estudantes deslocados, dando conta do caso de três alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, naturais da Nigéria, e que estudavam na Ucrânia quando a guerra eclodiu naquele país da Europa de Leste.

Segundo a Universidade de Coimbra (UC), aquela instituição acolheu, desde 2022/2023, 109 estudantes de diversas nacionalidades ao abrigo do estatuto de proteção temporária, dos quais 22 com nacionalidade ucraniana.

A UC confirmou que recebeu da parte da AIMA”a indicação oficial da lista de estudantes nacionais de países terceiros (não ucranianos) inscritos e matriculados nesta instituição de ensino superior que não se mantêm como titulares de certidão de proteção temporária”, criada em dezembro de 2022.

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