IA de LinkedIn começa hoje a usar dados de utilizadores mas há formas de impedir

A rede social LinkedIn começou esta segunda-feira a usar dados dos utilizadores para treinar o seu modelo de inteligência artificial (IA), mas existem medidas para impedir essa recolha, incluindo um formulário e a desativação nas definições de privacidade da plataforma.

© D.R.

A intenção de começar a usar a informação dos perfis dos utilizadores, currículos e publicações partilhadas na rede social para o treino da IA já tinha sido anunciada pela plataforma, pelo que os utilizadores que não quiserem que os seus dados sejam usados para aprimorar o modelo de IA da Microsoft têm duas formas de o fazer.

Na primeira, através de um formulário, o utilizador do LinkedIn pode pedir que dados já processados, ou seja, tudo o que escreveu ou partilhou na rede social, sejam excluídos do conjunto de conteúdos selecionados para treinar o modelo de IA.

O utilizador poderá fazê-lo preenchendo o formulário disponível aqui.

A segunda forma para impedir que o modelo de IA do LinkedIn aprenda com os novos conteúdos que o utilizador escreva ou partilhe a partir de hoje, passa por seguir determinados passos: em primeiro lugar, aceder à sua conta do LinkedIn e entrar nas “configurações”.

Dentro das configurações, deve clicar em “privacidade dos dados”, sendo direcionado para outra página onde irá selecionar “dados para aprimoramento da IA generativa”, onde então pode escolher a opção de desativar no “usar meus dados para treinar modelos de IA para criar conteúdos”.

Por defeito, esta opção está ativada para treinar os modelos de IA, pelo que só é possível desativar manualmente. Também pode aceder diretamente à página através da ligação disponível aqui.

O LinkedIn segue, assim, uma tendência de outras redes sociais, como a Meta – dona do Facebook, Instagram e WhatsApp -, que começou em maio a usar os dados pessoais dos utilizadores adultos da União Europeia (UE) para treinar os seus modelos de IA, tendo também disponibilizado um formulário para quem quisesse recusar que as suas informações fossem usadas para treino.

 

Últimas do Mundo

As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.