Cancelamento de voos nos EUA afeta milhares de passageiros em véspera de feriado

Milhares de voos poderão ser cancelados a partir de sexta-feira nos Estados Unidos devido ao impasse orçamental que dura há 37 dias, e é já o mais longo de sempre na história do país.

© D.R.

O Governo norte-americano anunciou que iria pedir às companhias aéreas que cancelassem ligações aéreas a partir de sexta-feira para “reduzir a pressão” sobre o controlo de tráfego aéreo, que se debate com falta de trabalhadores devido à paralisação (‘shutdown’).

“Vamos reduzir em 10% a capacidade de voos em 40 dos aeroportos mais movimentados do país”, disse o secretário dos Transportes, Sean Duffy, em conferência de imprensa.

A lista oficial dos aeroportos afetados ainda não é conhecida mas, segundo a imprensa norte-americana, o número de voos será reduzido nos aeroportos de Chicago, Dallas, Los Angeles, Nova Iorque, Miami e Washington, entre outros.

Os voos internacionais não serão afetados pela medida, segundo disse uma fonte à ABC News, citada pela AFP.

A United Airlines emitiu um comunicado onde refere que os voos internacionais de longo curso e os voos entre ‘hubs’ de ligação não serão afetados.

“Temos um défice de 2.000 controladores de tráfego aéreo”, explicou o secretário dos Transportes, Sean Duffy, na quarta-feira, defendendo ser necessário “reduzir a pressão” através da diminuição do número de voos que as equipas de controlo de tráfego aéreo têm de supervisionar.

Republicanos e democratas não conseguem chegar a acordo sobre as aprovação de um novo orçamento federal, provocando a paralisação dos serviços governamentais desde 01 de outubro.

Centenas de milhares de funcionários federais estão em licença não remunerada, enquanto outras centenas de milhares são obrigados a continuar a trabalhar sem receber salário até ao fim da crise orçamental. Mais de 60.000 controladores de tráfego aéreo e agentes de segurança dos transportes estão na segunda situação mas, mesmo assim, não estão a comparecer ao serviço.

O anúncio sobre o cancelamento de voos surge antes de um fim de semana de intensa atividade aérea nos EUA, por causa da aproximação de um feriado na terça-feira, 11 de novembro.

O secretário de Estado Sean Duffy alertou, na terça-feira, para os riscos de “caos” generalizado. ”Podem ver-nos a fechar partes do espaço aéreo simplesmente porque não seremos capazes de o gerir devido à falta de controladores de tráfego aéreo”, disse, atribuindo a culpa aos democratas.

“Vamos pedir às companhias aéreas que trabalhem connosco para reduzir os seus horários de voos”, afirmou o presidente da Federal Aviation Administration (FAA), Bryan Bedford, na quarta-feira, explicando quwe a intenção é “evitar que a situação se agrave”.

Bryan Bedford disse não se lembrar de uma tal redução ter acontecido “durante os [seus] 35 anos de carreira na indústria aérea”.

“Esta é uma situação muito invulgar. Os nossos controladores de tráfego aéreo não recebem o salário há um mês. Estamos ansiosos por retomar as operações normais”, afirmou.

“Os controladores que ainda estão a trabalhar estão a fazer horas extra, a cumprir mais dias de expediente … e queremos reduzir essa pressão (sobre eles) antes que se torne um problema”, acrescentou Bedford.

Em média, 44.000 voos são monitorizados pela FAA diariamente, de acordo com o seu site.

Mais de 10.000 voos, de e para os Estados Unidos, sofreram atrasos no último fim de semana, segundo o serviço de rastreamento de voos FlightAware.

Últimas do Mundo

O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.