Consumo global de vinho atinge mínimos de 1957 mas em Portugal sobe

O consumo global de vinho caiu 2,7% no ano passado para 208 milhões de hectolitros, atingindo mínimos de 1957, mas continua a subir em Portugal, segundo um relatório da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

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Nove dos 10 principais mercados registaram descidas, como os EUA, com uma redução de 4,3% para 31,9 milhões de hectolitros.

Na Europa, registaram-se descidas no consumo em países como Itália (-9,4%), Rússia (-5,5%), Espanha (-5,2%), Alemanha (-4,3%) e França (-3,2%).

Destaca-se ainda um recuo de 13% na China.

No sentido oposto aparecem o Brasil e Portugal, com aumentos respetivos de 41,9% e 5,6%.

Por sua vez, as exportações tiveram uma quebra de 4,7% para 94,8 milhões de hectolitros.

Já em valor houve uma descida de 6,6% para 33.800 milhões de euros, ou seja, 4,4% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo a OIV, as descidas ocorridas no comércio internacional devem-se às tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, aos vinhos importados pelos EUA, assim como à diminuição da procura nos principais países consumidores e a flutuações cambiais.

O preço dos vinhos exportados teve um retrocesso de 2,1% para uma média de 3,56 euros por litro.

Em 2025, a produção global de vinho teve uma recuperação de 0,6% para 227 milhões de hectolitros.

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