Introdução de cocaína na Europa por via marítima é cada vez mais complexa

A introdução de cocaína na Europa por via marítima é cada vez mais complexa, com a droga a ser transportada em submarinos da América Latina e transferida em alto mar para lanchas rápidas que a levam para o continente.

© Facebook da PJ

De acordo com o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ), tem havido um aumento muito significativo do recurso a lanchas rápidas para a recolha em alto mar de “consideráveis quantidades de cocaína” da América Latina.

“Estas embarcações vão ao meio do Atlântico, literalmente, para recolher droga que vem noutras embarcações”, disse Artur Vaz aos jornalistas, à margem de uma conferência hoje realizada na PJ de Faro, notando que, antes, estas lanchas eram usadas sobretudo para transportar de haxixe do norte da África para a Península Ibérica.

Também presente na conferência, Paulo Silva, chefe de análise no Centro de Análise e Operações Marítimas (MAOC), explicou que a cocaína é carregada em narcossubmarinos que a passam depois para narcolanchas, o que torna complexa a intervenção das autoridades.

“Porque, de um lado, temos embarcações, como narcossubmarinos, que são difíceis de detetar, e depois esta cocaína é passada para estas narcolanchas, que têm vários pontos de reabastecimento ao longo do caminho, e portanto, isto torna muito complexa a interceção destas embarcações”, referiu.

Segundo o responsável, no caso dos narcossubmarinos, estes são carregados ou à saída dos sítios onde são construídos, ou no lugar onde são construídos, nomeadamente na América do Sul, e a rota é muitas vezes direta para a Europa.

“Estamos a ver efetivamente estas lanchas que são muito bem equipadas a ir cada vez mais longe, estamos a falar em alguns casos de mais de 100 milhas náuticas, portanto são capazes de sair da Península Ibérica e passar a zona dos Açores e da Madeira”, ilustrou.

De acordo com Paulo Silva, um dos países onde se constroem estas embarcações é a Colômbia, existindo já casos de semi submersíveis autopropulsionados (SPSS) construídos no Brasil, e também na Venezuela, independentemente de carregarem a droga ao largo de outros países, como o Suriname, por exemplo.

A Diretoria do Sul da PJ, em Faro, acolhe hoje a conferência “Tráfico de Estupefacientes por Via Marítima – As Narcolanchas”, que conta com a participação de diversas entidades nacionais e internacionais para a definição de estratégias para uma atuação mais eficaz das autoridades na prevenção e repressão do narcotráfico.

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