Rassemblement National quer bloquear orçamento da UE para impedir acordo com o Mercosul

A direita radical francesa quer que o Governo suspenda a sua contribuição para o orçamento da União Europeia, de modo a impedir a entrada em vigor do acordo com o Mercosul.

© Facebook de Jordan Bardella

Dada a situação de urgência que “a agricultura enfrenta, a França deverá usar o seu lugar no Conselho [Europeu] e ameaçar suspender a sua contribuição para o orçamento da União Europeia, caso a implementação do acordo [Mercosul] prossiga”, afirmou o presidente da Reunião Nacional, Jordan Bardella, em entrevista à France 3.

Para Bardella, a União Europeia está a sacrificar a agricultura francesa porque os países com os quais o acordo é assinado não respeitam os padrões de produção que os produtores europeus devem cumprir.

Na semana passada, durante a visita ao Brasil, o Presidente de França, Emmanuel Macron, mostrou-se “bastante otimista” quanto à possibilidade de aprovação do acordo, embora tenha ressalvado que a França vai ficar “vigilante”.

Contudo, esta quarta-feira referiu que, no atual estado, o acordo receberá “um redondo não da França”.

O acordo entre a UE e o Mercosul, que pretende facilitar o comércio entre os dois blocos, está há duas décadas a ser negociado.

A UE espera, com este acordo, acelerar as exportações de produtos como automóveis, máquinas e bebidas alcoólicas para os países do Mercosul – Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

Por sua vez, este bloco conseguirá fazer chegar à Europa, com mais facilidade, produtos agroalimentares, como carne de bovino, frango, açúcar, arroz e soja.

Últimas de Política Internacional

Num comunicado divulgado no final dessa reunião, o Conselho da UE refere que os ministros trocaram "pontos de vista sobre a importância de proteger as fronteiras externas" do bloco europeu.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.