Debate com Ventura lidera audiências. Debate entre Cotrim e Gouveia e Melo o menos visto

O debate presidencial entre André Ventura e António José Seguro foi o mais visto da semana, superando largamente todos os restantes. No extremo oposto, o duelo entre Gouveia e Melo e João Cotrim de Figueiredo ficou no fundo da tabela, com a pior audiência registada.

© Folha Nacional

O ciclo dos debates presidenciais arrancou com um claro vencedor: André Ventura. O frente a frente inaugural entre o líder do CHEGA e António José Seguro tornou-se o programa mais visto de toda a televisão portuguesa no dia 17 de novembro, deixando para trás os restantes duelos transmitidos durante a primeira semana, avança a agência Lusa. Os dados são da Universal McCann (UM), agência do grupo IPG Mediabrands.

Transmitido pela TVI e moderado por José Alberto Carvalho, o debate Ventura–Seguro registou 1,52 milhões de telespetadores, alcançando uma audiência média de 1,042 milhões e um share de 21,2%, garantindo à estação de Queluz a liderança diária, com 18,2% de share, mais 2,7 pontos percentuais que a SIC.

Em contraste, o debate entre Gouveia e Melo e João Cotrim de Figueiredo, emitido pela RTP no dia 20 de novembro, foi o que menos espectadores conseguiu atrair. Com 1,1 milhões de audiência total, ficou-se por uma média de 607 mil telespetadores e um share de 12,8%, ocupando o último lugar do ranking semanal.

A UM sublinha que esta diferença demonstra uma clara dinâmica de interesse público: Ventura continua a ser o candidato que mais mobiliza audiências, enquanto o confronto Cotrim–Gouveia e Melo perdeu expressão mediática.

No segundo lugar desta primeira semana surge o debate Catarina Martins vs. Gouveia e Melo, transmitido na SIC e moderado por Clara de Sousa, que registou 1,3 milhões de audiência total, 798 mil de audiência média e 16,6% de share. Logo depois aparece o frente a frente Luís Marques Mendes vs. António Filipe, também da SIC, com valores semelhantes.

A UM lembra ainda que, em 2021, o debate mais visto entre Marcelo Rebelo de Sousa vs. André Ventura foi um verdadeiro fenómeno televisivo, alcançando 1,7 milhões de audiência média e um share de 32,4%, superando em mais de 675 mil telespetadores o duelo mais visto desta semana.

Com mais de duas dezenas de debates ainda por realizar até às presidenciais de 18 de janeiro, Ventura entra assim na corrida com uma vantagem clara no interesse do público e com a concorrência a lutar para recuperar terreno.

Últimas de Política Nacional

Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.
A nomeação foi feita pelo presidente do CHEGA, André Ventura, em nome da Direção Nacional, e validada por todos os seus membros. Eduardo Teixeira assume agora um dos dossiês mais exigentes e estratégicos do partido, numa altura em que o forte crescimento autárquico do CHEGA trouxe uma nova dimensão e maiores responsabilidades à estrutura partidária.
Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.