Governo vai pagar aos professores 30 milhões por horas extraordinárias acumuladas desde 2018

O ministro da Educação, Ciência e Inovação anunciou esta sexta-feira que o Governo vai pagar aos professores 30 milhões de euros por horas extraordinárias acumuladas desde 2018, que, erradamente, não tinham sido pagas.

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“Vamos fazer agora uma correção das horas extraordinárias desde 2018 e só a correção são 30 milhões de euros que deviam ter sido pagos aos professores e não foram”, disse Fernando Alexandre aos jornalistas, no final da inauguração dos laboratórios INNOV2CAREda Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.

O governante adiantou ainda que a tutela vai pagar este ano mais de 20 milhões de euros em horas extraordinárias.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação justificava desta forma que o facto de existirem horários por preencher nas escolas portugueses não quer dizer que os alunos estejam sem aulas.

“O facto de ter um horário por preencher não quer dizer, na maior parte dos casos, que os alunos estejam sem aulas. Muitos horários que não estão preenchidos estão a ser ocupados e a garantir as aulas através de horas extraordinárias”, esclareceu.

Fernando Alexandre disse que o ministério está a preparar um sistema de informação, que ainda não está disponível, “para saber que alunos estão sem aulas, a que disciplinas e durante quanto tempo”.

O governante lamentou que, sistematicamente, a escola pública seja denegrida na praça pública e que “é injusto para os diretores, que fazem um enorme esforço para garantir aulas a todos os estudantes, confundir horários por preencher com alunos sem aulas”.

Relativamente à greve da função pública de hoje, o ministro da Educação disse que fecharam oito por cento das escolas e que a greve geral de quinta-feira motivou o encerramento de metade das escolas nacionais.

Nas declarações aos jornalistas, Fernando Alexandre adiantou que o Governo tem uma proposta para o pessoal não docente que vai ser discutida com a nova direção da Associação Nacional de Municípios Portugueses, que vai ser eleita este fim de semana.

“Em janeiro vamos fazer essa negociação. Acabámos de receber o estudo que encomendámos sobre a descentralização da educação, em que são contabilizados os custos e os rácios de pessoal não docente”, referiu.

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) inaugurou esta tarde os laboratórios INNOV2CARE, afetos aos cursos de Imagem Médica e Radioterapia e Fisiologia Clínica, equipados com simuladores e ecógrafos de última geração, que representam um investimento superior a 600 mil euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Entre os novos equipamentos estão ferramentas de simulação ecográfica avançada, simuladores avançados de tomografia computadorizada, ressonância magnética, radiologia convencional, procedimentos guiados por fluoroscopia, PET e SPECT-CT, e um sistema de processamento avançado de imagem médica com realidade virtual, que tornam aquele estabelecimento na primeira instituição de ensino superior nacional a disponibilizar tecnologia de última geração aos seus alunos.

O projeto INNOV2CARE integra um consórcio de oito instituições de ensino superior – Universidade de Coimbra (líder do projeto), Instituto Politécnico de Coimbra, Universidade da Beira Interior, Universidade dos Açores, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Viseu – para readequar o ensino e aprendizagem nas áreas da saúde.

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