Ladrões de carros voltam a atacar: PSP duplica detenções

Roubos de viaturas aumentaram 19% no primeiro semestre deste ano e os furtos também continuam a crescer. PSP reforçou o combate ao crime automóvel e duplicou o número de detenções, mas os prejuízos para os proprietários ultrapassaram os 26 milhões de euros em 2025.

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Os crimes relacionados com o furto e roubo de automóveis continuam a aumentar em Portugal. No primeiro semestre deste ano, os roubos de viaturas na área de atuação da PSP cresceram 19% face ao mesmo período de 2025, enquanto os furtos de veículos motorizados registaram um aumento de 5%.

A subida da criminalidade foi acompanhada por um reforço da ação policial. Nos primeiros seis meses do ano, a PSP deteve 86 suspeitos por furto de veículos, um aumento de 82% em comparação com igual período do ano passado, e 28 por roubo de viaturas, duplicando o número de detenções.

Segundo dados oficiais, em 2025 foram registados 5.632 crimes relacionados com veículos, entre furtos de automóveis, roubos e furtos de máquinas industriais e agrícolas, representando um aumento de 3% face ao ano anterior. Só nos primeiros seis meses deste ano foram apresentadas 2.802 denúncias, mais 137 do que no mesmo período de 2025.

Apesar do aumento das ocorrências, o valor global dos prejuízos diminuiu. Ainda assim, os furtos e roubos de viaturas denunciados em 2025 provocaram perdas superiores a 26 milhões de euros, menos do que os cerca de 31 milhões registados em 2024.

A PSP garante que o combate à criminalidade automóvel continua a ser uma prioridade. Em 2025 recuperou 66% das viaturas furtadas ou roubadas, a melhor taxa desde 2019. As autoridades mantêm igualmente sob vigilância crimes associados, como burlas a seguros, abuso de confiança e o furto de componentes automóveis, sobretudo volantes multifunções e consolas centrais, concentrados maioritariamente nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa.

Também o furto de catalisadores continua a preocupar as autoridades. Em 2025 foram registadas 465 ocorrências, sobretudo nos distritos de Lisboa e Setúbal, tendo a PSP identificado 237 suspeitos.

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