PSP deteve 30 imigrantes em operações policiais realizadas na região de Lisboa em 2025

A PSP deteve 30 cidadãos estrangeiros e notificou quase 100 imigrantes para abandono voluntário do país durante as operações de fiscalização a imigrantes realizadas na região de Lisboa no ano passado, anunciou hoje aquela força de segurança.

© Instagram PSP

Em comunicado de balanço do ano de 2025 sobre a fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros no país, a Polícia de Segurança Pública destaca o aumento das ações de inspeção e fiscalização feitas no ano passado pelo Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço do Comando Metropolitano de Lisboa, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF).

Questionada pela Lusa sobre dados de 2024, fonte da PSP disse que não se pode comparar os dados uma vez a polícia herdou esta competência do ex-SEF no final de 2023 e os núcleos de estrangeiros foram formados durante o ano 2024.

A PSP indica que no ano passado realizou 94 operações policiais na área do Comando Metropolitano de Lisboa, que resultaram na fiscalização de 6.785 cidadãos estrangeiros.

Estas ações policiais resultaram, segundo a PSP, em 30 detenções por permanência irregular no país e outros ilícitos relacionados com matéria de estrangeiros, 99 notificações para abandono voluntário, e 184 contraordenação ao abrigo da Lei dos Estrangeiros.

A PSP detetou também 132 cidadãos com diligências pendentes no Sistema de Informação Schengen (SIS).

Esta força de segurança refere igualmente que no ano passado realizou 1.537 ações de fiscalização e diligências com o objetivo de analisar boletins de alojamento de cidadãos estrangeiros alojados no país e de deslocação a estabelecimentos/alojamentos para averiguação e fiscalização no seguimento de denúncias que chegam ao conhecimento da polícia.

A PSP sustenta ainda que, através dos Núcleos de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço e a UNEF, “reforça a atuação diária na prevenção e repressão de atividades ilícitas ligadas à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos, bem como na deteção de situações de vulnerabilidade social, frequentemente associadas a condições habitacionais precárias e dificuldade de acesso a um mercado de trabalho regulado”.

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