Membros do PCC e do Comando Vermelho agradecem a Luís Neves, após ministro recusar classificar fações criminosas como terroristas

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a rejeitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que levou a reações de agradecimento por parte de membros ligados a estas fações criminosas nas redes sociais.

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Em Portugal, as autoridades têm vindo a identificar ligações de elementos associados ao PCC e ao Comando Vermelho a investigações relacionadas com tráfico internacional de estupefacientes, branqueamento de capitais e outros crimes organizados. A localização estratégica do país, com importantes portos marítimos e ligações privilegiadas à Europa, tem sido apontada por diversas investigações internacionais como um dos fatores que tornam Portugal relevante nas rotas do narcotráfico transatlântico.

O debate deverá manter-se na agenda política, numa altura em que vários países reforçam os instrumentos legais de combate ao crime organizado transnacional. A decisão dos Estados Unidos de designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas foi apresentada por Washington como uma forma de reforçar sanções financeiras, congelar ativos e ampliar os mecanismos de cooperação internacional contra estas estruturas criminosas.

A contestação surge numa altura em que Luís Neves enfrenta também pressão política devido ao chamado ‘Caso do Atrelado’. Em causa está um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária numa operação de combate ao tráfico de droga, que foi encontrado nas instalações da empresa de um empreiteiro amigo do atual ministro e que realizou obras numa das suas propriedades. A Polícia Judiciária instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias em que o veículo saiu da sua guarda.

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