Gangue da Linha de Sintra espalha o medo em viagens de comboio. Quatro jovens presos

Durante oito dias, aterrorizou quem passava pelas Avenidas Novas. Encapuzados , armados e violentos, quatro jovens usaram os comboios da Linha de Sintra para chegar ao centro de Lisboa e assaltar vítimas ao entardecer.

©D.R.

Quatro jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 21 anos, foram detidos pela Polícia de Segurança Pública por uma vaga de roubos violentos ocorridos entre 17 e 24 de janeiro, sobretudo na zona das Avenidas Novas, em Lisboa. De acordo com o Correio da Manhã, os suspeitos recorriam aos comboios da Linha de Sintra para se deslocarem até ao centro da capital, onde atuavam de forma concertada e particularmente agressiva.

A investigação aponta para a prática de, pelo menos, 20 crimes de roubo, não estando excluída a possibilidade de o número vir a aumentar. As vítimas — menores e adultos — eram abordadas ao final da tarde por elementos encapuzados, sob ameaça de faca ou de uma arma de fogo, que as autoridades admitem poder ser falsa. Os assaltos tinham como principais alvos telemóveis e outros equipamentos eletrónicos.

O episódio mais grave terá ocorrido no passado sábado, refere o Correio da Manhã, quando a PSP registou cinco roubos em poucas horas, após sucessivas denúncias de um gang que atuava de forma reiterada e intimidatória na mesma zona da cidade.

A identificação dos suspeitos foi possível através de prova testemunhal e da análise de imagens de videovigilância recolhidas em várias estações de transportes de Lisboa e arredores. Todos os detidos tinham já antecedentes policiais por crimes de roubo e delinquência juvenil.

Presentes a primeiro interrogatório judicial, os quatro jovens ficaram sujeitos à medida de coação mais gravosa: prisão preventiva. A PSP considera ter posto termo à atividade de um grupo que, em apenas oito dias, conseguiu gerar um clima de medo no coração da capital.

Últimas do País

O Tribunal da Comarca da Madeira condenou hoje três homens a penas de prisão efetiva, entre os cinco anos e três meses e os oito anos, por falsificarem viagens aéreas e receberem o subsídio social de mobilidade indevidamente.
O Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado do Calmidine, indicado para o alívio de queimaduras superficiais, escaldões e irritações cutâneas, por estar indevidamente qualificado como produto cosmético.
Uma falha informática está a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames, alertou hoje o Sindicato Independente dos Médicos.
Um imigrante de 33 anos, titular de um pedido de asilo, foi detido pela PSP nas Caldas da Rainha após agredir três pessoas na via pública, entre as quais uma mulher grávida.
O presidente da Assembleia da República remeteu para conhecimento dos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais a exposição que recebeu do juiz desembargador Ivo Rosa com acusações "graves" à atuação do Ministério Público em diversos inquéritos-crime.
A cerimónia de sexta-feira, na Aula Magna, na Reitoria da Universidade de Lisboa, contará com a presença do Presidente da República, António José Seguro, e com muitas intervenções de representantes da Ordem dos Advogados, mas que o bastonário João Massano pretende que seja um momento também para olhar para fora da profissão.
Cerca de 100 concelhos de 12 distritos de Portugal continental apresentam hoje um perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os 24 acidentes em passagens de nível registados em Portugal em 2025 causaram nove mortos, segundo um comunicado oficial divulgado hoje, no qual se destaca que o número não tem diminuído "de forma correspondente" à redução destas infraestruturas.
Os alunos do 4.º que não realizaram a prova de Monitorização das Aprendizagens de Matemática devido à greve dos trabalhadores não docentes de sexta-feira vão fazê-lo no dia 19 de junho, informou hoje o Ministério da Educação.
O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Luís Laginha de Sousa, alertou hoje para as limitações à capacidade de utilização de recursos que o supervisor tem, o que lhe "retira flexibilidade e operacionalidade".