Mau tempo: Bombeiros de várias corporações a caminho das zonas mais afetadas

Bombeiros de uma dezena de corporações estão hoje a deslocar-se para as regiões mais afetadas pela depressão Kristin, para ajudar as populações, disse fonte da proteção civil, referindo que durante a noite foram registadas apenas 22 ocorrências.

© Liga dos Bombeiros Portugueses

“Temos garantidamente cerca de uma dezena de corporações que estão em deslocação para a região de Leiria. Vão reforçar e ajudar as populações mais afetadas para tentar repor a normalidade o mais rápido possível”, adiantou à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com Elísio Pereira, as corporações de bombeiros são de zonas menos afetadas, de zonas mais próximas dos epicentros e também do sul do país para ajudar.

No que diz respeito à situação dos caudais de vários rios, que na quarta-feira causavam preocupação, tal como Mondego e o Sado, Elísio Pereira diz que a situação para já está controlada.

“Neste momento, não temos informação de alguma alteração relativamente ao dia de ontem [quinta-feira]. As situações estão controladas e a ser monitorizadas”, indicou.

Quanto às ocorrências registadas durante a noite, Elísio Pereira referiu que “foi uma noite muito calma”.

“Entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 22 ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas em Portugal continental e sem gravidade. Neste momento, o objetivo é tentar repor, no mais curto espaço de tempo, a normalidade e ajudar as populações”, disse.

Na quinta-feira, entre as 00:00 e as 23:59, Portugal continental tinha registado 2.050 ocorrências relacionadas com o mau tempo, com Coimbra, Oeste e Leiria a serem as regiões mais afetadas, adiantou fonte da Proteção Civil.

Num balanço à Lusa, fonte da ANEPC referiu que Coimbra foi a região mais afetada com 375 ocorrências, seguida do Oeste (221) e Leiria (201).

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Segundo informação enviada à agência Lusa pela E-Redes, 294 mil clientes continuavam às 06:30 de hoje sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, na quarta-feira.

O distrito de Leiria continuava a ser a zona mais afetada com cerca de 221 mil clientes afetados.

Às 08:00 de hoje, a continuava suspensa a circulação ferroviária em vários troços das Linhas do Norte, Douro, da Beira Baixa, do Oeste, Urbanos de Coimbra e Serviço Regional entre Coimbra B e Entroncamento.

Na sua página na rede social Facebook, a CP indica que devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental a circulação nas Linhas do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo e a Linha do Oeste continuam suspensas.

De acordo com a CP, estão igualmente suspensos os comboios Urbanos de Coimbra, entre Coimbra B e Alfarelos, o Serviço Regional entre Coimbra B e o Entroncamento e a Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso.

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