António José Seguro em queda livre nas sondagens

A mais recente sondagem diária à segunda volta das eleições presidenciais confirma uma tendência de queda continuada de António José Seguro, que volta a perder apoio eleitoral num momento decisivo da campanha.

© Folha Nacional

No sétimo dia de sondagem diária da Pitagórica para o JN, TSF, TVI e CNN, a intenção de voto no candidato socialista desceu 2,6 pontos percentuais, fixando-se agora nos 53,6%, num recuo que se soma a perdas registadas nos dias anteriores. A evolução dos dados revela dificuldades do antigo líder do PS em consolidar o eleitorado à medida que se aproxima a data do sufrágio.

Paralelamente, cresce o número de eleitores sem decisão tomada. A percentagem de indecisos aumentou de 7% para 8,6%, sinalizando um eleitorado menos mobilizado e mais distante da candidatura socialista, apesar da vantagem numérica que ainda mantém.

Os resultados da sondagem mostram também que o apoio a António José Seguro apresenta fragilidades em vários segmentos, nomeadamente entre eleitores em idade ativa e em algumas regiões do país, onde a sua expressão eleitoral surge abaixo da média nacional.

A sondagem indica igualmente que parte significativa dos votos que transitam da primeira para a segunda volta beneficia o candidato socialista, mas a quebra registada nos últimos dias sugere que essa transferência poderá não ser suficiente para travar a tendência descendente.

Ficha técnica

Durante 3 dias (30 e 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma subamostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o género, três cortes etários e 20 cortes geográficos (distritos, Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos três últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de mais ou menos 4,06%. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos três principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI- Computer Assisted Telephone Interviewing). O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha, bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1243 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,91%. A distribuição de indecisos (quando indicada) é feita de forma proporcional. A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC – Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.
CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.
A Entidade para a Transparência (EpT) reconheceu que não concluiu a verificação de todas as declarações únicas de interesses e rendimentos do atual Governo, sublinhando que há processos a aguardar decisões do Tribunal Constitucional sobre que informação declarar.
Um estudo aos 25 Governos Constitucionais revela que quatro em cada dez ministros assumiram pastas sem licenciatura ou pós-graduação relacionada com a tutela. Apenas 20,9% tinham especialização académica avançada na área que ficaram responsáveis por governar.