Espanha: Cerca de 280 mil cidadãos marroquinos poderão votar em 2027 após regularizações anteriores

Com centenas de milhares de novos eleitores a entrar no censo nos próximos anos, os dados mostram que as regularizações estão a transformar-se, de forma silenciosa mas decisiva, em poder eleitoral.

© Facebook de Pedro Sánchez Pérez-Castejón

A imigração começa a pesar de forma decisiva nas urnas. Dados divulgados pelo jornal espanhol La Gaceta indicam que, nas eleições de 2027 em Espanha, cerca de 280 mil cidadãos de origem marroquina poderão votar, após terem obtido nacionalidade na sequência de regularizações realizadas entre 2008 e 2016.

O efeito não é imediato, mas é cumulativo. A lei exige, em regra, dez anos de residência legal (ou dois anos para alguns países), confirmando uma tendência já visível: as regularizações de ontem tornam-se os eleitores de hoje.

Segundo um estudo da Opina360, citado pelo mesmo jornal, um em cada três cidadãos naturalizados vota no PSOE, com uma diferença de 45 pontos entre esquerda e direita entre eleitores de origem marroquina. Argentinos tendem igualmente para a esquerda, enquanto venezuelanos votam maioritariamente à direita.

O peso eleitoral já é relevante. Nas legislativas de 2023, note-se, 2,5 milhões de eleitores de origem estrangeira participaram no sufrágio. Até 2027, o número poderá crescer quase mais um milhão, à razão de cerca de 240 mil novos eleitores por ano, fruto das naturalizações desta legislatura.

Os dados oficiais confirmam o movimento: só em 2024, 252.476 residentes adquiriram nacionalidade, dos quais 42.910 eram marroquinos, seguidos por venezuelanos e colombianos. Desde 2018, o total ultrapassa 1,5 milhões, a que se somam 490 mil nacionalizações ao abrigo da Lei da Memória Democrática e 95 mil regularizações por arraigo em poucos meses.

Últimas do Mundo

Documentos militares citados pela Relatórios militares apontam para 22 elementos dos serviços de informações e 50 militares marroquinos espalhados por Ceuta. A rede teria como missão vigiar as forças espanholas, testar a sua capacidade de reação e fomentar a instabilidade na cidade.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração a Portugal e outros oito Estados-membros por não terem transposto uma diretiva que define três novas substâncias psicoativas como drogas, ficando sujeitas às regras europeias de combate ao narcotráfico.
A Comissão Europeia iniciou hoje um procedimento de infração a Portugal por não ter transposto a mais recente legislação europeia no âmbito da luta contra o branqueamento de capitais.
Eurodeputados portugueses do PS, PCP e Bloco de Esquerda, bem como uma eurodeputada da Iniciativa Liberal, votaram contra uma resolução do Parlamento Europeu que condena a invasão massiva de migrantes registada em Ceuta, manifesta solidariedade à população da cidade espanhola e pede o reforço da proteção das fronteiras externas da União Europeia.
Os eurodeputados portugueses do PS e do PSD votaram lado a lado no Parlamento Europeu a favor das novas regras do CELE 2, o novo mercado europeu de carbono que abrangerá os combustíveis utilizados nos transportes rodoviários e nos edifícios e que deverá fazer aumentar o preço da gasolina e gasóleo.
A presidente da Comissão Europeia anunciou hoje que vai propor a proibição de acesso a redes sociais às crianças com menos de 13 anos e de ter contas pessoais a jovens com menos de 15.
Benítez está coberta de estruturas improvisadas e o número de ocupantes continua a aumentar. Moradores queixam-se de confrontos, lixo e noites sem descanso e exigem uma resposta das autoridades.
Uma mulher marroquina e os dois sobrinhos menores, residentes em Navarra, recebem mais de quatro mil euros mensais através da acumulação de diferentes prestações sociais, segundo os valores apresentados pela própria família ao Navarra.com. Nenhum dos elementos do agregado trabalha e, além dos pagamentos mensais, beneficiam de habitação pública subsidiada e de apoios nas despesas com energia, alimentação, educação e transportes.
Espanha viveu este ano os meses de junho, julho e agosto mais quentes de que há registo, com uma "persistência das altas temperaturas totalmente excecional", disse a agência espanhola de meteorologia (Aemet).
A pressão migratória que tem atingido Ceuta e Melilha está cada vez mais próxima de Portugal. Cerca de 30 migrantes foram intercetados em Melilha quando tentavam chegar clandestinamente à Península Ibérica escondidos em camiões de feira.